O presidente americano, Joe Biden, determinou o envio de mais militares para países do Leste Europeu, informou a mídia americana nesta quarta-feira (02/02).
Segundo o plano, os EUA enviarão cerca de mais 2 mil soldados para Polônia e Alemanha, enquanto mil soldados hoje baseados na Alemanha serão deslocados para a Romênia. Os militares americanos na Polônia também serão colocados em alta prontidão, de acordo com a correspondente da DW em Bruxelas, Teri Schultz.
O porta-voz do Pentágono, John Kirby, enfatizou que os soldados não lutariam na Ucrânia: “Não se trata de mobilizações permanentes. São respostas às condições atuais.”
O correspondente da DW em Washington, Oliver Sallet, classificou a iniciativa como simbólica, tendo em vista que 60 mil soldados americanos estão atualmente baseados na Europa.
O anúncio foi feito depois que documentos vazados revelaram que os Estados Unidos comunicaram à Rússia estarem dispostos a discutir um acordo sobre a instalação de mísseis.
Possível redução de mísseis na Europa
O jornal espanhol El País publicou dois documentos da Otan e dos EUA com respostas às exigências da Rússia sobre segurança na Europa.
“Os Estados Unidos estão dispostos a discutir medidas de transparência e comprometimentos recíprocos, baseados em condições, por parte tanto dos Estados Unidos quanto da Rússia para se absterem de instalar sistemas de mísseis lançados do solo e forças permanentes, com missão de combate no território da Ucrânia”, diz o documento de Washington.
Os americanos se disseram também dispostos a discutir “um mecanismo de transparência para confirmar as ausências dos mísseis de cruzeiro Tomahawk nas instalações Aegis Ashore na Romênia e na Polônia”.
Essa oferta está condicionada a uma oferta da Rússia de “medidas de transparência recíprocas em duas bases de mísseis lançados do solo na Rússia, escolhidas por nós”.
