Vice-presidente Hamilton Mourão disse que não acho que a Rússia vá tomar uma atitude de invadir o país vizinho
O presidente Jair Bolsonaro (PL) está com viagem marcada para Rússia em fevereiro, e com os diálogos entre EUA, OTAN e Kremlin sobre questões de segurança em alta, o mandatário está sendo pressionado para comentar sobre o assunto.
Em entrevista à Record nesta segunda-feira (31), Bolsonaro defendeu mais uma vez a visita ao país russo e disse que só tocará no tópico sobre a Ucrânia se o tema vier através do homólogo russo, Vladimir Putin, segundo a revista Veja.
“Os países [Rússia e Ucrânia] tiveram problemas no passado semelhantes a esse. A gente espera que tudo se resolva, com tranquilidade e harmonia, o Brasil é um país pacífico. Agora, obviamente, se esse assunto vier à pauta, será pelo presidente russo, não pela nossa parte. Queremos é cada vez mais integrar com o mundo todo na relação comercial, e poder colaborar, no que for possível, para a paz mundial”.
Em meio a confirmação da viagem do presidente, Jair Bolsonaro (PL), à Rússia e a declaração do governo ucraniano de que o mandatário deveria também visitar Kiev, o vice-presidente, Hamilton Mourão, fez alguns comentários sobre a situação hoje (31).
Na visão do vice-presidente, Moscou tem razão ao se preocupar com o avanço da OTAN, no entanto, acredita que a crise não vai escalar até a viagem do presidente nos dias 14 a 17 de fevereiro.
“Não acho que [a crise] vá piorar daqui para lá [até a viagem de Bolsonaro]. Não acho que a Rússia vá tomar uma atitude de invadir, a Rússia está fazendo uma pressão. Uma das formas de buscar intervir em algum assunto é fazer uma manobra militar. É o que ela está fazendo […] Moscou considera aquela região do Leste Europeu uma zona de influência dela. No momento que há um avanço da OTAN naquela região, ela faz o seu direito de espernear”.


















