André Clemente é investigado por um contrato para execução do Brasília Iluminada
Promotores de justiça do Ministério Público do Distrito Federal realizam nesta manhã uma segunda operação contra o conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal, André Clemente. Está sendo investigado suposto contrato fraudulento do Brasília Iluminado, assinado por Clemente quando o servidor era o secretário de Economia.
Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos neste momento no gabinete do conselheiro do TCDF recentemente empossado. Para o contrato com uma entidade que depois terceirizou os serviços, foram destinados R$ 14 milhões.
O dinheiro foi reunido através de emendas de 17 deputados distritais da base do governo. As emendas de valores variados estavam destinadas para diferentes destinados, mas foram realocadas para cobrir o acerto entre o governo distrital Instituto Idheias.
Na primeira operação, foram autorizadas buscas nas residências de: Marconi José de Souza Barros; Maria Inês Pupe Barros, esposa de Marconi; Marcela Pupe, filha do casal e dona da Primer Serviço de Comunicação e Eventos; Geraldo Marcelo Soares Sanches, presidente do Instituto Idheias; e Juliana Moreno Fagundes, que seria responsável pela execução do projeto Brasília Iluminada representando o Idheias. Juliana foi servidora na Secretaria de Turismo, atuando em processos de contratação do próprio instituto.
Foram realizadas apreensões nas sedes do Idheias e das empresas Mark Systems e Primer Serviço de Comunicação e Eventos. A Justiça também autorizou o bloqueio das contas dos investigados, à exceção de André Clemente.
