Gasolina, combustíveis e a Petrobras na linha de fogo

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Reunião virtual dos governadores realizada em Brasília/Divulgação
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Presidenciáveis sugerem propostas diferentes para a crise dos combustíveis. Governadores também têm propostas

Após o ex-presidente Lula da Silva (PT) declarar que, se eleito, romperia com a atual política de preços de combustíveis, as ações da Petrobras registraram queda na Bolsa nesta quinta-feira (03). O modelo de gestão da estatal é um dos principais focos de desacordo entre os presidenciáveis.

O ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) afirmou ser favorável à privatização da companhia em uma palestra para empresários em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.


“A gente quer diminuir o espaço do Estado na produção da economia. A gente quer o Estado na política social. Gerando mais eficiência para a economia, a gente pode privatizar tudo. Agora tem que fazer o estudo. Em princípio, sou favorável a privatizar tudo o que for possível”, declarou ao Estadão.

“Bolsonaro trouxe uma falsa ideia de que o governo poderia mexer nos preços quando quisesse, ao trocar o Castello Branco, como se o aumento dos preços fosse consequência da vontade do presidente da Petrobras. Isso acabou descortinando esse tema. Mas a ideia da privatização é histórica e perpassa toda eleição”, avalia o cientista político da FGV-SP Marco Antonio Teixeira.

Os governadores decidiram, por unanimidade, apoiar o PL 1472/2021, que tramita no Senado e cria um fundo de estabilização dos combustíveis. A declaração foi dada pelo coordenador do fórum dos governadores, Wellington Dias (PT), do Piauí.



Segundo Dias, esse fundo poderia fazer o preço da gasolina sair de R$ 7 e chegar a R$ 5 a partir de uma fonte de receita definida da cadeia produtiva da Petrobras, como royalties, participação especial e lucros e dividendos.

A ideia, segundo Dias, é pegar o dinheiro do lucro extraordinário da Petrobras com o aumento do barril de petróleo, que antes iria para o caixa da empresa e seria distribuído para seus acionistas, e usá-lo para abater os preços dos combustíveis aqui.

“Esse projeto tem uma vantagem especial de garantir uma fonte que não altera receitas da União, dos Estados e municípios e, por outro lado, ele nasce do próprio problema, do lucro extraordinário devido ao aumento dos preços dos combustíveis”, disse Dias, registrou o Poder360.


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