Benefício está sendo discutido na Câmara Legislativa apenas para os policiais civis
A exemplo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou um reajuste de salário para as forças de segurança federais, o governador Ibaneis Rocha (MDB) também terá que lidar com a insatisfação da maioria dos servidores. O descontentamento já se reflete na Câmara Legislativa, que recebeu do governo distrital a proposta do aumento do valor do auxílio alimentação para os policiais civis.
O valor é de R$ 392,00 e não será incorporado ao subsídio e, segundo a proposta do governo, “a percepção do auxílio de que trata esta Lei é acumulada com benefício idêntico ou semelhante custeado pela União”. O dinheiro para o pagamento do benefício será do Orçamento do governo local.
Na justificativa, o governador explica que “a medida se revela necessária em razão da defasagem do valor instuuído em norma
federal e custeado com recursos oriundos do fundo cons4tucional, o qual se mostra absolutamente incompatível com a realidade atual e notadamente insuficiente”.
No plenário, os deputados distritais fizeram ontem (09) manifestações para que o benefício seja estendido para todas as categorias profissionais. No DF, são pouco mais de 30 categorias, que também reclamam de recomposições salariais atrasadas.
O deputado Roosevelt Vilela (PSB) disse que o governador precisa “cumprir o que prometeu” a respeito da isonomia entre as forças de segurança do DF, que inclui ainda a Polícia Militar. “Seriam necessários 37% somente para corrigir as perdas inflacionárias”, calculou.
O deputado Professor Reginaldo Veras (PDT) afirmou que é “preciso ampliar o debate sobre a situação de todos os servidores, da educação, saúde, assistência social, bem como da administração direta, que estão há 10 anos sem aumento”, segundo registro da Agência CLDF.
O deputado Agaciel Maia (PL) reivindicou a extensão do auxílio alimentação também para os servidores terceirizados. Os deputados Eduardo Pedrosa (DEM) e Arlete Sampaio (PT) também se manifestaram a favor, O deputado Guarda Janio (Pros) apoiou a isenção do imposto de renda sobre a gratificação a título de serviço voluntário na área de segurança.
O deputado Reginaldo Sardinha (Avante) comentou que a tribuna não deve ser usada “para falar que determinada categoria está ganhando benefícios”.
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