Serviço médico online está sendo cada vez mais demandado, mas não há segurança jurídica
A operadora de saúde Amil realizou mais de 1,5 milhão de atendimentos remotos em 2021. Atualmente, 15% do total das consultas acontece online “com alto índice de satisfação dos clientes e dos médicos”. A informação é da gerente de Tecnologia e Informações Clínicas da empresa, Camila Botti.
A declaração foi durante um webinar promovido pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp). O presidente da Saúde Digital Brasil (SDB), Caio Soares, disse que não faz mais sentido discutir se o modelo veio ou não para ficar. “Assim como não discutimos se o smartphone veio para ficar”.
Também presente no debate online, a médica e deputada federal Soraya Manato (PTB-ES), disse que “a telemedicina é urgente e precisamos garantir a segurança jurídica e tecnológica para a atividade, para os pacientes e médicos”.
“Corremos o risco de não ter uma regulamentação permanente quando a emergência passar para a telemedicina“, alertou o presidente da SDB.
O auditor federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União — Secretário de Controle Externo da Saúde, Marcelo Chaves Aragão, reforçou a importância da regulamentação sob o risco de “uma grande judicialização que pode impactar todo o sistema”.
As regras claras são fundamentais para a adoção do modelo em larga escala no serviço público, que exige parâmetros e protocolos definidos para viabilizar concorrências e contratos.
O cirurgião da Universidade de Miami, Antônio Marttos, “A população e os médicos devem se sentir completamente seguros, entender que telemedicina não é Big Brother, que é feita por profissionais com práticas, ferramentas e tecnologia adequadas. E que não vai tirar o emprego de ninguém”.
O gerente Médico do Centro de Telemedicina do Hospital Israelita Albert Einstein, Carlos Pedrotti, garantiu que “a satisfação das pessoas é imensa. Estão muito felizes por poderem falar com um médico sem enfrentar fila ou pegar transporte público”. Cada paciente que a telemedicina afasta do pronto-socorro significa uma economia de US$ 15 mil.
“Com o 5G vamos monitorar e georreferenciar, por exemplo”, disse Caio Soares, presidente da SDB.
O coordenador do GT de Inovação e Saúde Digital da Anahp e gerente médico de Saúde Digital do Hospital Moinhos de Vento, Felipe Cabral, disse que essa jornada pode começar “antes do paciente ser paciente“, com a verificação permanente de indicadores, como peso e pressão, por meio da tecnologia. “Minha Alexa sabia que eu engordei 10 quilos na pandemia e poderia ter me avisado”, exemplificou.
























