Indicação foi feita por decreto. O Brasil pode integrar a organização do comércio em quatro anos
O presidente Jair Bolsonaro (PL) alterou por decreto a composição do conselho para a preparação e o acompanhamento do processo de entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A alteração coloca no grupo a ministra da Secretaria de Governo, a deputada licenciada Flávia Arruda (PL).
“Ao agregar um ator importante para as decisões de cunho político, especialmente na articulação junto ao Congresso Nacional, o Governo espera robustecer o processo de acessão do Brasil à OCDE“, diz a Secretaria Geral da Presidência em nota divulgada na noite passada.
No dia 25 de janeiro, foi aprovada a abertura do processo de entrada do Brasil na OCDE. Além do Brasil, também foi aberto processo para ingresso de outros cinco países: Argentina, Peru, Croácia, Bulgária e Romênia, registraram o portal Terra e o Estadão.
O processo leva, em média, de três a quatro anos, mas o Brasil é visto como um candidato bastante adiantado nos trâmites. Para serem aprovados, os candidatos terão de aderir a 251 instrumentos, que são padrões estipulados pela organização. O Brasil é o mais adiantado entre os seis, pois já teve o aval de 104 deles.
Para muitos especialistas e empresários, o relacionamento também tem beneficiado os membros da OCDE e as economias não-OCDE, “permitindo-lhes adquirir uma melhor compreensão do Brasil, a medida que este tenha se tornado um ator importante na economia globalizada”, segundo a própria organização.


