Clima é de guerra iminente na fronteira da Ucrânia

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Porta-aviões são máquinas de guerra de grande mobilização mobilização/Arquivo/Der Spiegel
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Zelenski espera acordos concretos em relação à entrega de apoio militar e financeiro

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, disse que não mudou a agenda e os planos de voar para a Alemanha, neste sábado (19), para atender a Conferência de Segurança de Munique, em que líderes ocidentais discutem anualmente questões ligadas à segurança mundial.

Segundo o gabinete do líder ucraniano, ele deve se encontrar com a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, o chanceler federal alemão Olaf Scholz, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.


Agora pela manhã, o primeiro-ministro da Inglaterra, Boris Johnson, num discurso da conferência, disse que vai ficar ao lado da Ucrânia e que vai dar apoio à Otan. Citou que soldados e equipamentos militares já estão posicionados para proteger o país e que medidas também estão sendo tomadas para defender os interesses financeiros. “Se ele pensa que isso não vai acontecer, ele (Vladimir Putin) está muito enganado”.

O governo  ucraniano também divulgou que “Zelenski espera acordos concretos em relação à entrega de apoio militar e financeiro“, acrescentando que ele deve retornar a Kiev também neste sábado.

Os Estado Unidos, em contrapartida, teriam alertado Zelenski a não deixar a Ucrânia, devido às ameaças russas iminentes de uma invasão no país do Leste Europeu. Funcionários do governo americano argumentam que a ausência de Zelenski na Ucrânia poderá gerar falsas acusações, por parte da Rússia, de que ele deixou o país.



Por outro lado, os americanos também deixaram claro que a decisão de voar neste sábado para Munique é exclusiva de Zelenski. Entretanto, defendem que essa “poderia não ser a melhor escolha”, segundo declaração do presidente Joe Biden.

Sem referir-se aos questionamentos feitos por Biden, o gabinete do líder ucraniano divulgou um comunicado no qual insiste que a situação no leste da Ucrânia “permanece sob total controle”.



O outro lado

Eduard Basurin, representante da Milícia Popular da República Popular de Donetsk (RPD), declarou que a inteligência da república conseguiu obter o plano da ofensiva das tropas ucranianas na região de Donbass.

De acordo com as informações obtidas, a operação deve durar cinco dias. O seu objetivo é expulsar a população de língua russa para a Rússia e assumir o controle sobre todo o território de Donbass.

As Forças Armadas da Ucrânia planejam uma operação de combate contra as repúblicas populares de Donetsk (RPD) e Lugansk (RPL) que prevê cercar e bloquear as principais cidades, disse Basurin em informe à imprensa.



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