Movimento ocorre dez dias depois do início das aulas. Policiais civis recebem o auxílio-alimentação
A menos de duas semanas do início do ano letivo na rede pública do Distrito Federal, os professores fazem nesta terça-feira (22) uma assembleia geral extraordinária. Com a movimentação da categoria pela manhã, as aulas devem ser suspensas nas escolas, mas a abrangência depende da adesão dos professores.
O movimento de greve está sendo visto pelo governo distrital como político-partidário, já que a coordenadora do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), Rosilene Corrêa, é pré-candidata a deputada federal nas próximas eleições pelo PT. O entendimento foi feito pelo próprio governador Ibaneis Rocha (MDB).
Os pais também não gostaram dessa manifestação e argumentam que os filhos ficaram dois anos em casa e este não seria o momento para uma greve.
A assembleia dos professores será realizada no estacionamento do Espaço Funarte, no Plano Piloto. Os ônibus fretados pelo sindicato sairão de 15 localidades para o local da assembleia.
A pauta é extensa, como admite o sindicato, e vai da recomposição salarial, segurança sanitária no ambiente escolar e reforma administrativa. “Além disso, homeschooling, voucherização do ensino e pautas conservadoras impostas ao ambiente escolar também farão parte do debate”.
Os dirigente sindicais alegam que a categoria está há sete anos sem reajuste salarial. “Desde março de 2015, quando foi atualizada a última tabela salarial da categoria, até janeiro deste ano, a inflação acumulada pelo INPC é de 49%”.
Policiais civis recebem auxílio-alimentação
O governador Ibaneis Rocha sancionou duas leis que beneficiam a Polícia Civil do Distrito Federal. Nesta segunda-feira (21), ele assinou a criação do auxílio-uniforme, no valor de R$ 3 mil, a todas as carreiras da ativa da corporação, e também o reajuste da auxílio-alimentação, que passa de R$ 392 para R$ 458. A assinatura foi acompanhada da visita do deputado federal Luiz Miranda.
A Agência Brasília publicou que a verba indenizatória passa a ser de R$ 850 por mês, mesmo valor pago aos policiais militares e bombeiros desde 2015. “Estamos buscando atender às reivindicações históricas da categoria, que tanto tem feito pelo Distrito Federal. É um reconhecimento pela excelência dos serviços dos nossos policiais”, disse o governador Ibaneis.
