Russos protestam contra a guerra e 1,4 mil são detidos
A polícia russa deteve nesta quinta-feira (24) em várias cidades mais de 1.400 pessoas por participarem de manifestações contra a guerra na Ucrânia, segundo a ONG de direitos humanos OVD-info.
A organização afirma que pelo menos 1.391 pessoas foram detidas em 51 cidades, 719 delas em Moscou, onde a AFP testemunhou dezenas de detenções na praça Puskhin, no centro da capital russa.
Putin disse que ficou sem opções
O presidente da Rússia, Vladimir Putin afirmou em um encontro com empresários russos, no início da noite desta quinta-feira (24), em Moscou, que “Rússia foi deixada sem opções”, ao se referir às operações especiais militares na Ucrânia.
De acordo com Putin, a Rússia estava se preparando para esta situação envolvendo a Ucrânia, analisando os riscos.
Sobre as sanções econômicas que continuam sendo impostas ao país e ações futuras para o setor empresarial, o presidente destacou que a Rússia faz parte da economia mundial e não vai prejudicar esse sistema.
Rússia desativa 74 instalações militares
Em resultado de ataques russos foram desativadas 74 instalações terrestres da infraestrutura militar ucraniana, incluindo 11 aeródromos da Força Aérea, três postos de comando, uma base naval e 18 estações de radar dos sistemas de defesa antiaérea S-300 e Buk-M1, informa ministério russo.
Um helicóptero militar ucraniano e quatro drones de ataque Bayraktar TB-2 foram derrubados no decorrer da operação especial para desmilitarizar a Ucrânia, declarou Konashenkov.
Informa-se também que as tropas da República Popular de Donetsk (RPD) que realizam operações na direção da povoação de Volnovakha avançaram em uma distância de 7 km.
Ucrânia perde controle sobre pequena ilha
A Ucrânia perdeu nesta quinta-feira (24) o controle sobre uma pequena Ilha localizada no mar Negro, perto da fronteira com a Romênia. Além disso, a comunicação com os guardas de fronteira e os militares da Ucrânia foi perdida.
“A infraestrutura da ilha de Zmeiny foi destruída após bombardeios de artilharia naval”. O anúncio foi feito pelo Serviço de Guarda de Fronteiras do Estado da Ucrânia.
Presidentes russo e francês conversam
O presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo francês, Emmanuel Macron, discutiram a situação na Ucrânia durante uma conversa telefônica nesta quinta-feira (24), disse o Kremlin.
“Durante uma conversa telefônica solicitada pelo lado francês, o presidente russo Vladimir Putin e o presidente francês Emmanuel Macron tiveram uma troca de opiniões séria e franca sobre a situação na Ucrânia”, informou o governo da Rússia em comunicado.
O Kremlin acrescentou que Putin deu “explicações abrangentes das razões e circunstâncias para a decisão de realizar uma operação militar especial” na Ucrânia. As partes concordaram em manter contato.
Biden anuncia sanções contra a Rússia
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, condenou nesta quinta-feira (24) o que chamou de “ataque premeditado, sem provocação ou justificativa” da Rússia à Ucrânia e disse que as potências ocidentais preparam um pacote “devastador” de sanções contra Moscou.
Em conferência de imprensa na Casa Branca, Biden condenou as “acusações sem fundamento” feitas pelo presidente russo, Vladimir Putin, de que a Ucrânia “invadiria a Rússia, de que teria armas de destruição em massa e que teria cometido genocídio”.
Tais argumentos foram utilizados por Putin para autorizar uma invasão militar ao país vizinho e ataques a diversas cidades e infraestruturas ucranianas, além de atingir também a capital, Kiev.
“Putin é o agressor. Putin começou a guerra, e agora seu país terá de arcar com as consequências”, ressaltou.
Ele afirmou que as sanções deverão ter impacto de longo prazo na Rússia, mas foram elaboradas de maneira a impactar minimamente os Estados Unidos e seus aliados.

Brasileiros reclamam que encontram dificuldades
O Ministério das Relações Exteriores brasileiro se pronunciou nesta quinta-feira (24/02) sobre a guerra travada pela Rússia contra a Ucrânia, fazendo um apelo pelo fim imediato das hostilidades e por uma solução diplomática e pacífica para a crise entre os dois países.
“O governo brasileiro acompanha com grave preocupação a deflagração de operações militares pela Federação da Rússia contra alvos no território da Ucrânia”, disse o Itamaraty em nota.
“O Brasil apela à suspensão imediata das hostilidades e ao início de negociações conducentes a uma solução diplomática para a questão, com base nos Acordos de Minsk e que leve em conta os legítimos interesses de segurança de todas as partes envolvidas e a proteção da população civil”, continua.
Em seu comunicado, a missão diplomática do Brasil afirma que os brasileiros que decidirem sair de Kiev neste momento devem contar com grandes dificuldades. “Solicita-se aguardar novas instruções da embaixada”, diz o documento.
O aviso oficial foi endossado nas redes sociais pelo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.
Violação do direito internacional, diz alemão
“Uma violação flagrante do direito internacional”, foi como o chanceler federal alemão, Olaf Scholz, classificou o ataque russo, acrescentando que Vladimir Putin “colocou em questão a ordem de paz do nosso continente”.
“Hoje acordamos num mundo diferente”, afirmou a ministra alemã do Exterior, Annalena Baerbock. E o chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell, fala da “hora mais negra para a Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial”.
O tenente-general Alfons Mais, comandante da Bundeswehr, as Forças Armadas da Alemanha, escreveu na rede social Linkedin: “Em meu 41° ano de serviço em paz, não acreditava que ainda teria que vivenciar mais uma guerra. E a Bundeswehr, o Exército que tenho a honra de comandar, fica ali, mais ou menos se ação.”
Grã-Betanha está congelando ativos
A Grã-Bretanha está congelando os ativos britânicos de titãs russos no setor bancário e na fabricação de armas, sancionando mais cinco oligarcas e banindo a Aeroflot de seu espaço aéreo, disse o primeiro-ministro Boris Johnson na quinta-feira.
Ao anunciar as sanções em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia, ele disse ao parlamento que o presidente Vladimir Putin “nunca será capaz de limpar o sangue da Ucrânia de suas mãos”.
https://twitter.com/i/status/1496716828621561865
Bolsa e o preço do petróleo
A bolsa brasileira fechou longe de seu prior momento nesta quinta-feira (24), dia marcado pelos ataques da Rússia à Ucrânia, acompanhando a melhora dos mercados em Nova York.
Em Wall Street, houve uma recuperação surpreendente à tarde, num movimento bem distinto ao que foi visto na parte da manhã.
Os índices se recuperaram das baixas após o anúncio de sanções à Rússia pelo presidente americano Joe Biden. Ele anunciou mais bloqueios a bancos e operações financeiras da Rússia, mas as sanções, segundo analistas, foram mais leves que o esperado.
A Casa Branca também autorizou que tropas adicionais sejam estacionadas na Alemanha, enquanto os aliados da Otan procuram reforçar as defesas na Europa.
As Bolsas em Nova York tiveram uma recuperação surpreendente na tarde desta quinta-feira (24), num movimento bem distinto ao que foi visto na parte da manhã. Os índices se recuperaram das baixas após o anúncio de sanções à Rússia pelo presidente americano Joe Biden. Ele anunciou mais bloqueios a bancos e operações financeiras da Rússia, mas as sanções, segundo analistas, foram mais leves que o esperado.
A Casa Branca também autorizou que tropas adicionais sejam estacionadas na Alemanha, enquanto os aliados da Otan procuram reforçar as defesas na Europa. Os índices em Wall Street inverteram sinal após a fala de Biden: o Dow Jones fechou em alta de 0,28%, aos 33.222 pontos, o S&P 500 subiu 1,49%, a 4.288 pontos e a Nasdaq disparou 3,34%, a 13.473 pontos
O Ibovespa, que chegou a cair mais de 2% no pior momento do dia, amenizou as perdas e fechou em baixa 0,37%, aos 111.591 pontos. O volume financeiro foi de R$ 40,2 bilhões. (Material jornalístico reunido no Infomoney, no R7, nas agências DW e Sputnik, no The Moscow Times e na Alaraby TV e fontes oficiais da Ucrânia e Brasil)























