Profissional é requisitado para controlar os incêndios florestal, mas não é reconhecido
A profissão de brigadista florestal poderá ser regulamentada através de um projeto de lei que foi protocolado na semana passada na Câmara dos Deputados. Os profissionais são bastante demandados no combate a incêndio e a proteção especialmente das estações ambientais, mas não há uma lei que regulamente a atividade.
A proposta foi apresentada pelo deputado Júlio César Ribeiro (Republicanos-DF). Ele lembra que no final da década de 1980, foi evidenciada a falta de estrutura governamental para ações organizadas de prevenção e combate aos incêndios florestais no Brasil. “Observa-se que um dos importantes segmentos selecionados em editais para prevenção e combate a incêndios florestais é justamente para brigadistas florestais”, aponta a justificativa do projeto.
Um documento chamado de “Análises das condições de trabalho”, elaborado pelos professores da Universidade de Brasília (UnB), Nilton César Fiedler, Thiago Oliveira Rodriges e Marcelo Brilhante de Medeiros, chegou a conclusão que a grande maioria dos brigadistas ressaltou a questão da necessidade de regulamentação das brigadas.
O documento foi construído com base em pesquisa feita com os profissionais que atuaram nas Unidades de Conservação da Fazenda Água limpa, Reserva Ecológica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e Instituto Jardim Botânico de Brasília.
O parlamentar explica que o objetivo “é valorizar os profissionais que arriscam suas vidas e saúde no exercício da atividade de salvar vidas, de pessoas e de animais, bem como na preservação do meio ambiente”.
Para Júlio César Ribeiro, criar e regulamentar a profissão é fazer justiça social a pessoas que se esforçam e se arriscam em defesa de interesses
coletivos na proteção e defesa de biomas, “mas que nem sempre são devidamente valorizados”.

























