A data poderia ser o marco de um novo pensar, uma nova era
Texto de André César
Nada de flores, caixas de bombons ou declarações bombásticas, tão comuns nessa data. Esse 8 de março poderia ser o marco de um novo pensar, uma nova era – mulheres realmente respeitadas em todos os campos da atividade humana. Elas merecem mais que os homens – muito mais.
Em pleno século XXI, infelizmente assistimos ao contínuo desrespeito à mulher. O recente episódio (lamentável e execrável, diga-se) envolvendo o deputado estadual paulista Arthur Mamãe Falei apenas reforça uma percepção mais que evidente. Nós, homens, em geral nos comportamos como trogloditas. Nada mais, nada menos.
A Assembleia Legislativa de São Paulo, por sinal, tem histórico negativo no que diz respeito a abusos contra mulheres. Recentemente, a deputada Isa Penna foi molestada por um colega, Fernando Cury. O resultado do (justo) processo aberto contra o parlamentar foi pífio – afastamento por 180 dias. Cassação, nem pensar.
A recente publicação do livro “Princesas de Maquiavel – por mais mulheres na política”, organizado pela cientista política Juliana Fratini, joga luzes sobre a questão da participação feminina no mundo político. Maioria da população, são pouco representadas no Congresso Nacional, nas Assembleias e nas Câmaras Municipais – isso para não falarmos de postos no Executivo. O déficit de qualidade do debate nacional explica-se, em larga medida, por esse fato.
Aliás, registre-se aqui a forte dose de misoginia registrado durante o processo de cassação do mandato da então presidente Dilma Rousseff. Para além das questões político-administrativas do caso, o que se viu foi um festival de grosserias contra a mandatária.
Falo da política por se tratar de minha área de atuação, mas as mulheres hoje dominam todos os campos, sem exceção.
De minha parte, assumo meus muitos erros de conduta ocorridos ao longo da vida. Hoje, sonho com um mundo com igualdade de gênero. Por que não tornar isso de fato realidade?





















