O presidente dos Estados Unidos disse também que vai ajudar os europeus na dependência do gás russo
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta terça-feira (08) uma proibição dos Estados Unidos às importações de petróleo e outras fontes de energia da Rússia, aumentando uma campanha de pressão sobre Moscou em retaliação à invasão da Ucrânia. Atualizado às 15h14
Vale lembrar que apenas 8% do petróleo utilizado pelos EUA vem da Rússia. O governo Biden, portanto, tem mais alternativas para substituir esse volume. O mesmo acontece com o Reino Unido, com apenas 4% vindo da Rússia.
Já a UE deve cortar em dois terços a importação de combustíveis fósseis da Rússia até a chegada do próximo inverno local e romper a dependência dos russos até 2030. O bloco depende do petróleo russo.
“Entendemos que muitos parceiros e aliados não poderão se juntar a nós, já que os EUA produzem muito mais petróleo domesticamente que todos os países da Europa. Na verdade, somos um exportador líquido de energia, então tomamos essa decisão quando outros não podem e vamos trabalhar com os parceiros europeus para reduzir a dependência deles da energia russa”, salientou Biden.
“Deixe-me dizer às empresas de petróleo e gás e empresas financeiras que os apoiam: Entendemos que a guerra de Putin contra o povo da Ucrânia está causando o aumento dos preços. Mas isso não é desculpa para aumentos excessivos de preços, aumento de lucros ou qualquer tipo de esforço para explorar essa situação”, escreveu no Twitter.
“Estamos tomando medidas para garantir um fornecimento confiável de energia global. E continuaremos trabalhando com todas as ferramentas à nossa disposição para proteger as famílias e empresas americanas”.


