O presidente Volodimir Zelenski acenou com a possibilidade de aceitar que a Ucrânia não faça parte da Otan
Em torno de 29 mil pessoas foram retiradas de várias cidades ucranianas nesta terça-feira (15) através dos corredores humanitários, informou o gabinete da presidência da Ucrânia.
A maioria dessas pessoas era de Mariupol, cidade portuária no sudeste do país que vive um cerco brutal imposto pelas tropas russas. A população enfrenta uma grave crise humanitária, com escassez de alimentos, água, medicamentos e outros recursos essenciais.
O assessor da presidência Kirilo Timoschenko disse que 20 mil pessoas deixaram Mariupol em carros particulares. Mais cedo, a Ucrânia acusou Moscou de impedir a entrada de um comboio com ajuda humanitária na cidade, informou a Reuters.
O presidente Volodimir Zelenski acenou, pela primeira vez, com a possibilidade de aceitar que a Ucrânia não faça parte da Otan no futuro. O risco de uma adesão ucraniana à aliança foi um dos pretextos utilizados pela Rússia para justificar sua invasão ao país vizinho.
“A Ucrânia não é membro da Otan. Entendemos isso. Escutamos durante anos que as portas estavam abertas, mas também ouvimos que não podíamos aderir. É uma verdade que deve ser reconhecida”, afirmou Zelenski em videoconferência com autoridades militares, de acordo com a Agência DW.
قتيلان على الأقل وعشرات المصابين إثر استهداف القصف الروسي أحياء سكنية في كييف، وسط دوي انفجارات قوية في المدينة #أوكرانيا pic.twitter.com/6n3Iy6TtnL
— أنا العربي – Ana Alaraby (@AnaAlarabytv) March 15, 2022


