Medo da Terceira Guerra Mundial

Ucrânia guerra soldado Misto Brasília
Soldado russo inspeciona material na guerra contra a Ucrânia/The Moscow Times
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Grande parte dos especialistas se recusa no momento a considerar um conflito mundial

Quando, em 13 de março, mísseis russos atingiram um centro de treinamento militar próximo à cidade ucraniana de Lviv, deixando 35 mortos, o abalo se fez sentir até na Polônia. Mais 20 quilômetros para o oeste, e a carga teria atingido território polonês e, portanto, um Estado-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Um ataque a um país da aliança é um ataque contra todos – esse é o consenso entre os parceiros. Jake Sullivan, assessor nacional de segurança do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, advertiu que o país “defenderá cada centímetro do território da Otan”.



Grande parte dos especialistas se recusa no momento a considerar uma Terceira Guerra Mundial, mas há muito está presente o temor de uma escalada nesse sentido.

“A ideia de que vamos enviar equipamento ofensivo e ter aviões e tanques e trens entrando com pilotos e tripulações americanos… isso é o que se chama Terceira Guerra Mundial, OK? Vamos deixar bem claro”, declarou Biden recentemente.

Proporcionalmente pequena é a disposição da Otan de intervir diretamente na guerra na Ucrânia, por exemplo declarando uma zona de exclusão aérea: o risco de uma confrontação com a Rússia seria grande demais, alega.



Nuclear ou não, eis a questão

Mas e se de fato se chegar a esse ponto? Uma consequente guerra mundial poderia ser travada de modo “convencional”, ou seja, sem armas atômicas, porém seria grande o perigo de ogivas nucleares também serem empregadas.

A aliança ocidental reagiria a armas atômicas táticas – lançadas em palcos de guerra delimitados, com baixo ou médio poder explosivo, fora do território da Otan – de modo diferente que a mísseis nucleares estratégicos, que têm o potencial de reduzir o mundo a cinzas, de um dia para o outro.



Enquanto para alguns analistas as ameaças nucleares do presidente russo não passam de um blefe, outros consideram o ex-agente da KGB capaz de precipitar um apocalipse nuclear.

“Putin não deve esquecer que a Otan também é uma aliança nuclear”, argumenta à DW o ex-ministro polonês do Exterior e da Defesa Radek Sikorski. “Ele sabe que não se sobrevive a uma guerra nuclear. O dia em que Putin lançar mão de uma arma atômica será o último da sua vida.”


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