Governo diz que os inimigos podem usar a população como reféns para exercer mais pressão
As autoridades ucranianas denunciaram que centenas de milhares de civis ucranianos estão sendo levados à força para a Rússia e que o regime de Vladimir Putin pode estar planejando usar muitos de civis “como reféns para exercer mais pressão” sobre Kiev.
A comissária de Direitos Humanos do Parlamento da Ucrânia, Lyudmyla Denisova, disse na quinta-feira (24) que 402 mil pessoas, incluindo 84 mil crianças, foram levadas. Entre este grupo, segundo Denisova, estava uma mulher de 92 anos de Mariupol, que teria sido forçada a ir para Taganrog, no sul da Rússia.
Os números são semelhantes aos apresentados pela Rússia, embora o Kremlin tenha sublinhado que essas pessoas o fizeram de livre vontade.
As pessoas transportadas para a Rússia são essencialmente provenientes das regiões de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia, onde separatistas apoiados por Moscou lutam pelo controle das áreas há quase oito anos, apontou o coronel russo Mikhail Mizintsev.
Em 18 de fevereiro, líderes separatistas apoiados pela Rússia ordenaram uma evacuação de civis das regiões em antecipação à invasão do oeste da Ucrânia.
O governador ucraniano da região de Donetsk, Pavlo Kyrylenko, afirmou que “as pessoas estão sendo deslocadas à força para território de um Estado agressor”, informou a DW.



