Roberta Mestola tuitou uma foto abraçando o presidente do Parlamento da Ucrânia, Ruslan Stefanchuk
A presidente do Parlamento da União Europeia (UE), Roberta Metsola, chegou a Kiev nesta sexta-feira (01). Ela é a primeira autoridade do primeiro escalão do bloco a ir à Ucrânia desde a invasão russa.
Ao chegar à capital ucraniana, Mestola tuitou uma foto abraçando o presidente do Parlamento da Ucrânia, Ruslan Stefanchuk, e escreveu: “Estou em Kiev para dar uma mensagem de esperança”.
Metsola é de Malta e foi eleita em janeiro para comandar o Parlamento da UE. Detalhes sobre sua visita à Ucrânia não foram divulgados por motivo de segurança, segundo seu porta-voz.
Em meados de março, os primeiros-ministros da Polônia, Mateusz Morawiecki, da República Tcheca, Petr Fiala, e da Eslovênia, Janez Jansa, também foram à Ucrânia e se reuniram em Kiev com o presidente ucraniano, Volodomir Zelenski, e com o primeiro-ministro, Denys Shmyhal, para demonstrar solidariedade à Ucrânia.
Dear Ukrainian friends,
Soon we will help you rebuild your cities and towns.
We will continue to take care of your families who have been forced to flee, until they can safely return.@r_stefanchuk #StandWithUkraine pic.twitter.com/JbqtFrro6S
— Roberta Metsola (@EP_President) April 1, 2022
Tanques alemães antigos para a Ucrânia
O presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou na quinta-feira cortar o suprimento de gás para a Europa se os países importadores não começarem a pagar pela energia em rublos.
“Se esses pagamentos não forem feitos, vamos considerar como uma quebra das obrigações por parte dos compradores”, disse Putin.
O governo da Alemanha autorizou o envio à Ucrânia de 56 tanques que poderão ser utilizados no enfrentamento de militares russos que invadiram o país, em meio a seguidas críticas de autoridades ucranianas de que Berlim não estaria enviando apoio militar suficiente a Kiev.
Os veículos militares são do tipo PbV-501 e pertenciam originalmente às Forças Armadas da antiga Alemanha Oriental comunista. No final da década de 90, eles foram repassados à Suécia, que depois os vendeu para uma empresa da República Tcheca, que agora pretende vendê-los a Kiev, segundo o jornal Welt am Sonntag.
Os PbV-501 são equipados com canhões e metralhadoras e não devem ser entregues à Ucrânia imediatamente, pois necessitam de reparos e revisões que ainda levarão algumas semanas.
Qualquer país que deseja exportar veículos militares e armas produzidos na Alemanha precisa da aprovação de Berlim, segundo a lei local. O aval foi confirmado por um porta-voz do Ministério da Defesa nesta sexta-feira, informou esta tarde a Agência DW.


