Ucrânia ignora ultimato dado pela Rússia em Mariupol

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Mulher empunha metralhadora na resistência da Ucrânia contra a Rússia/Tv Euronews
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Moscou havia pedido hoje para que os militares cessassem a resistência

O primeiro-ministro da Ucrânia, Denys Shmygal, afirmou neste domingo (17) que os soldados de seu país lutarão “até o fim” na cidade sitiada de Mariupol, descartando que os militares irão acatar o ultimato de Moscou para que se rendam.

“A cidade não caiu. Nossos soldados ainda estão lá e vão lutar até o fim. Por enquanto eles ainda estão em Mariupol”, disse Shmygal em entrevista à emissora americana ABC.



Moscou havia pedido hoje para que os militares ucranianos em Mariupol, cidade do leste do país sitiada por forças russas, cessassem a resistência e entregassem suas armas a partir de 6h (0h em Brasília), prazo que já expirou.

Em troca, a Rússia ofereceu poupar a vida dos defensores da cidade.

A estratégica cidade de Mariupol, próxima ao Mar de Azov, é um dos principais objetivos dos russos em seu esforço para obter o controle total da região de Donbas e formar um corredor terrestre no leste do país a partir da anexada península da Crimeia. A queda total da cidade seria a maior vitória da Rússia em mais de 50 dias de guerra.



O primeiro-ministro afirmou que algumas áreas de Mariupol permanecem “sob controle ucraniano”, lamentando ainda que a cidade esteja passando por uma “enorme catástrofe humanitária” como resultado do cerco russo. De acordo com o governo local, cerca de 20 mil civis foram mortos desde o início da invasão russa.

Shmygal disse que os cidadãos que permanecem em Mariupol “não têm água, comida, aquecimento ou eletricidade” e, portanto, pediu aos aliados da Ucrânia que “ajudem a parar” esta crise.

O presidente ucraniano Volodimir Zelenski, por sua vez, disse que a Ucrânia “não tem intenção de se render”. Em uma entrevista transmitida no domingo pela rede CNN, Zelensky descartou a ideia de deixar Moscou tomar o Donbas e parte do leste da Ucrânia para parar o conflito.

Ele acrescentou: “A Ucrânia e seu povo são claros. Não temos direito aos territórios de mais ninguém, mas não vamos desistir dos nossos”.


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