Relatório do FMI diz que Brasil deve crescer 0,8%

Produção industrial economia Misto Brasília
Os indicadores não estão favoráveis sobre atividades econômicas/Arquivo
Compartilhe:

Segundo o Fundo, o Brasil deve terminar 2022 com inflação de 8,2% e desemprego de 13,7%

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta terça-feira (19) projeções para a economia global em 2022 e 2023, com números fortemente impactados pelas consequências da invasão russa na Ucrânia.



Segundo o relatório World Economic Outlook (Perspectiva Econômica Mundial), o Brasil deve terminar o ano com um crescimento de apenas 0,8%. Embora seja um dos crescimentos mais baixos da região da América Latina e Caribe, a taxa brasileira representa um aumento em relação à previsão anterior ao conflito, que era de 0,3%.

Além disso, segundo o FMI, o Brasil deve terminar 2022 com inflação de 8,2% e desemprego de 13,7%. Para 2023, o crescimento previsto para o Brasil é 1,4% – a previsão anterior apontava 1,6%.

Ambas as projeções de crescimento são abaixo do previsto para a região da América Latina e Caribe, que é de 2,5% para ambos os anos, e do México, que é de 2% para 2022 e 2,5% para 2023.



De acordo com a análise do FMI, a economia mundial, que ainda se recupera dos impactos da pandemia de covid-19, agora sentirá os efeitos do conflito na Ucrânia. Em comparação com a previsão divulgada pelo FMI em janeiro, as projeções para o crescimento global foram revisadas de 4,4% para 3,6% para 2022 e 2023.

“Em questão de semanas, o mundo mais uma vez sofreu um enorme choque. Uma recuperação duradoura da pandemia estava à vista, mas a guerra eclodiu, possivelmente apagando os ganhos recentes”, disse Pierre-Olivier Gourinchas, conselheiro econômico e diretor do Departamento de Estudos do FMI.



A perspectiva de médio prazo da economia foi revisada para baixo para todos os grupos de países, exceto par os de exportadores de commodities, que se beneficiam com a alta nos preços de energia e alimentos – caso do Brasil.

Agora, segundo o relatório do FMI, com os impactos da guerra, a produção agregada das economias avançadas levará mais tempo para retornar ao nível de tendência pré-pandemia.


A inflação tornou-se um risco claro e iminente para muitos países. Mesmo antes da guerra, as taxas haviam subido por causa do aumento dos preços das commodities e dos desequilíbrios entre oferta e demanda. Agora, o FMI projeta que ela permanecerá elevada por muito mais tempo. Como exemplo, o FMI cita os Estados Unidos e alguns países europeus, que atingiram recordes em mais de 40 anos, em meio à escassez de mão de obra, informou a DW.



Informativo Misto Brasil

Inscreva-se para receber conteúdo exclusivo gratuito no seu e-mail, todas as semanas

Assuntos Relacionados

Brasília e Entorno do DF

Oportunidades




Informativo Misto Brasil

Inscreva-se para receber conteúdo exclusivo gratuito no seu e-mail, todas as semanas