Quadro político no Distrito Federal ainda não está definido por conta de intensas negociações
O quadro político estará definido até o dia 4 de agosto, quando termina o prazo para a realização das convenções partidárias. Sete nomes estão sendo apontados para concorrer ao Senado Federal no Distrito Federal, o que transforma o pleito majoritário num dos mais disputados dos últimos tempos.
Quatro desses nomes são mulheres, mas há uma intensa negociação nos bastidores, incluindo a base partidária do governador Ibaneis Rocha (MDB). Há muita indefinição e o cenário pode se alterar com as federações partidárias, com acordos políticos ainda em andamento e com novos personagens neste tabuleiro partidário.
A deputada federal Flávia Arruda (PL) teria um acordo com Ibaneis e o presidente Jair Bolsonaro (PL) para ser a pré-candidatura do grupo ao Senado. A situação pode mudar se for mantida a pré-candidatura da ex-ministra da Mulher, Damares Alves, que foi lançada ao Senado pelo Republicanos e pelos evangélicos.
O advogado Paulo Roque Khouri foi indicado pelo Novo para disputar o Senado, mas ele mesmo já disse que poderá concorrer ao governo do Distrito Federal.
Na semana passada, o empresário Paulo Octávio (PSD) confirmou aqui no Misto Brasília que pretende disputar a única vaga ao Senado, hoje ocupada pelo senador José Antonio Reguffe (União Brasil). O senador é cogitado para disputar o governo, mas há quem diga que ele poderá concorrer novamente à reeleição.
Paulo Octavio tem que negociar a candidatura com outros partidos que hoje dão sustentação ao governo Ibaneis. Entre eles, o PL de Flávia Arruda, que já encontra problemas com o Republicanos.
A deputada federal Paula Belmonte (Cidadania) disse que pretende concorrer como candidata a senadora. Ainda não lançou a sua pré-candidatura, porque tem sugerido que poderá disputar o Palácio do Buriti. Nada está definido porque negocia com Reguffe o seu futuro político e na federação partidária, o Cidadania tem um acordo com o PSDB do senador Izalci Lucas, que vai disputar o Palácio do Buriti.
A deputada federal Erika Kokay afirmou que deseja concorrer ao Senado, mas dentro do PT há muita resistência. O partido teme que poderá perder a única vaga na bancada federal do DF. O assunto será discutido no encontro do PT nos dias 13 e 14. Nestas datas poderá ser definido também os acordos com os outros partidos para o Buriti e para o Senado.
O último a se lançar ao Senado, é o ex-senador Gim Argelo, hoje filiado ao Pros. O empresário do ramo imobiliário está se articulando para ser viabilizado nesta corrida. Talvez o PTB também entre neste acordo.















