A demanda tem impulsionado o plantio da raiz que registrou quase 40 toneladas no ano passado
Em 2021, a produção de gengibre chegou a 39,5 toneladas em 14 hectares de área cultivada, o que representa um crescimento de 7% em relação a 2020. O plantio tem crescido no Distrito Federal em função da demanda, segundo os produtores rurais.
O Distrito Federal tem 24 produtores de gengibre, distribuídos entre as regiões de Alexandre Gusmão, Ceilândia, Planaltina e Vargem Bonita. Com aproximadamente 10 hectares de cultivo da raiz, a colônia japonesa de Vargem Bonita, no Park Way, é a região com maior produção.
A família do produtor Alexandre Kusaba chegou à região na época do plano de desenvolvimento agrícola do ex-presidente Juscelino Kubistchek. O pai iniciou a produção familiar com inhame, berinjela, tomate, alface e cenoura. No entanto, há dez anos, motivado pelo valor de mercado, Alexandre começou a investir no gengibre. Hoje, sua produção é toda comercializada na Ceasa para clientes fixos.
“Vendo uma caixa de 15 kg ao preço de R$ 80 a R$ 100, mas nos meses de dezembro a janeiro os preços sobem para R$ 180 a R$ 200 a caixa. A vantagem de produzir é que a plantação não se perde sem a colheita. É possível esperar por meses, sem estragar a raiz, desde que preservadas as condições ideais. O gengibre não gosta de solo com muita água”, explica Alexandre.
“O preço da caixa é bastante atrativo. Vale destacar também que o alimento caiu no gosto popular em função dos benefícios para saúde – como exemplo, o aumento da imunidade”, comentou a gerente do escritório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF) em Vargem Bonita, Cláudia Coelho.

