Indústria calcula majoração de insumos, como refratários, gesso e frete marítimo e rodoviário
No primeiro trimestre houve uma queda de 2,9% na venda de cimento em comparação ao mesmo mês do ano passado. Em termos nominais foram comercializadas 5,2 milhões de toneladas, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC).
No cenário externo, a produção industrial global caiu em abril pela primeira vez desde junho de 2020, influenciada principalmente pela guerra da Rússia x Ucrânia e o lockdown chinês, afetando negativamente a economia brasileira.
A indústria cimenteira verifica reajustes em seus insumos, tais como refratários, gesso, sacaria, frete marítimo e rodoviário e coque de petróleo, que encarecem os custos de produção. Todos esses fatores foram determinantes para que as vendas de cimento apresentassem retração de 2,6% no quadrimestre em relação ao mesmo período de 2021, totalizando 20 milhões de toneladas comercializadas.
O volume de vendas de cimento por dia útil apresentou alta de 3,8%, em relação ao mês de março influenciado pelos feriados de abril. No acumulado do ano (janeiro-abril), seguindo a tendência dos números absolutos, o desempenho é de queda de 2,7%.
“Os resultados sinalizam um horizonte ainda incerto, diante de um cenário de instabilidade geopolítica e de sucessivas altas na inflação, taxa de juros e nos custos dos insumos de produção. E nesse sentido, a indústria do cimento vem trabalhando fortemente em projetos de substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis, já atingindo 28% de taxa de conversão energética”, disse o presidente do SNIC, Paulo Camilo Penna.



















