Dois brasileiros entre os 100 mais influentes do mundo

Sônia Guajajara indígena liderança Misto Brasília
Sônia Guajajara foi reconhecida mundialmente como uma grande liderança/Arquivo/29Horas
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A lista divulgada hoje inclui a ativista indígena Sônia Guajajara e o pesquisador Tulio de Oliveira

A revista americana Time incluiu dois brasileiros em sua lista das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2022, divulgada nesta segunda-feira (23). A ativista indígena Sônia Guajajara e o pesquisador Tulio de Oliveira foram eleitos na categoria “pioneiros”.

A maranhense Guajajara é coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e foi candidata a vice-presidente na chapa de Guilherme Boulos (Psol) nas eleições de 2018.



A ativista comemorou a distinção da Time em postagem no Twitter, afirmando se tratar de “um reconhecimento da luta indígena global, que é coletiva e defende o futuro de toda a humanidade”.

Ela é reconhecida internacionalmente por seu trabalho de ativismo em defesa dos direitos dos povos indígenas e do meio ambiente, e já viajou por dezenas de países fazendo denúncias contra violações a esses direitos, incluindo na ONU, em conferências do clima e no Parlamento Europeu.

O texto de apresentação de Guajajara na Time foi assinado por Boulos, que destaca que a líder indígena “luta desde muito nova contra forças que tentam exterminar as raízes de sua comunidade há mais de 500 anos”.



Pesquisador Tulio de Oliveira Misto Brasília
Pesquisador Tulio de Oliveira tem um importante trabalho científica com repercussão planetária/Arquivo/Nature

O pesquisador Tulio de Oliveira integra a lista dos cem mais influentes da revista americana por seu trabalho na identificação da variante ômicron do coronavírus.

Oliveira vive na África do Sul desde 1997, é diretor do Centro para Respostas e Inovação em Epidemias (Ceri) e foi um dos primeiros a alertar para a gravidade da nova variante.

Ele divide o reconhecimento com o cientista Sikhulile Moyo, diretor do laboratório de referência de HIV de Botsuana em parceria com a Universidade Harvard.

“Cientistas na África têm monitorado e sequenciado patógenos desde muito antes da pandemia. O mundo se beneficiou dessa rede quando cientistas como Sikhulile Moyo e Tulio de Oliveira identificaram e relataram o surgimento da variante ômicron, em novembro passado”, afirma a Time, registrou a Agência DW.


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