Metade dos entrevistados (52%) acredita que a sua vida financeira e familiar só irá se recuperar após 2022
A maioria das pessoas (92%) que mora na região do Centro-Oeste afirma que o preço dos produtos aumentou ou aumentou muito em relação ao início do ano. Da mesma forma, três quartos (74%) apontam que o consumo de alimentos e outros itens do abastecimento doméstico é o item que mais tem sido impactado pela inflação.
Metade dos entrevistados (52%) acredita que a sua vida financeira e familiar só irá se recuperar após 2022 ou isso sequer acontecerá. Quando pensam na recuperação da economia do país, é mais elevado o contingente de pessimistas (69%). Alinhados com esse sentimento, 65% têm expectativa negativa também no que se refere ao crescimento do país.
“A inflação é o inimigo número 1 do Brasil. É um fenômeno mais sério aqui porque, há 9 meses consecutivos, anualizada, vem ultrapassando a faixa dos dois dígitos. Além disso, está bastante disseminada e vem atingindo sobretudo as classes menos favorecidas. É mais sério também porque a inflação tem fatores estruturais, que estão entre nós, como o quadro fiscal débil que, vez por outra, volta a inspirar cuidados”, diz o presidente da Febraban, Isaac Sidney.
Esses dados são revelados em mais uma nova rodada da pesquisa Radar Febraban, realizada com 3 mil pessoas, entre os dias 21 de maio a 2 de junho, nas cinco regiões do país.
Cresceu também o percentual daqueles que já foram vítimas de golpes e fraudes envolvendo instituições bancárias, chegando a 40% dos respondentes. Mas a maioria (57%) declarou não ter sido vítima de golpes ou fraudes. Dentre os crimes mais frequentes, a clonagem ou troca de cartão é citado por 64%.
Ainda sobre o tema, 51% dizem já ter recebido comunicação do banco instruindo sobre golpes e 89% apontam a importância de tais materiais como alerta e prevenção.




















