Os investigadores estiveram nesta manhã no banco para conhecer o sistema interno de denúncias
Por Misto Brasília – DF
Investigadores que apuram as denúncias de supostos assédios sexuais, estiveram nesta manhã na sede da Caixa Econômica Federal. O objetivo foi conhecer a estrutura do recebimento de denúncias dos funcionários e como se processam as apurações internas.
O procurador do Ministério Público do Trabalho, Paulo Neto, disse que vai verificar as medidas de controle interno e assim que terminada a investigação, é possível criar um termo de ajustamento de conduta com a Caixa. Disse também que se forem confirmadas as denúncias contra o ex-presidente, Pedro Guimarães, ele poderá pagar uma multa.
Uma das vítimas disse numa gravação que está sendo veiculada pela mídia, que vivia na Caixa como se fosse uma prisão. E que a situação era extremamente constrangedora.
O Tribunal de Contas da União (TCU), também começou hoje a apurar as denúncias. A determinação é da presidente da Corte, ministra Ana Arraes, em ato assinado na quinta-feira (29).
Para a ministra, independentemente dos casos concretos que eventualmente estejam sendo investigados pelo Ministério Público Federal, é importante a atuação do TCU sob a perspectiva de avaliação e proposta de aprimoramento do Estado.
A pequena quantidade de processos disciplinares e os poucos desfechos em que houve aplicação de sanção revelam descompasso com a realidade retratada em pesquisas efetuadas sobre o tema. Os estudos mostram ainda que as vítimas de assédio deixam de denunciar o agressor por receio de retaliação, medo de ter suas carreiras prejudicadas e descrença na solução do problema.



















