O empresário e ex-governador do DF tem até o dia 5 para definir se concorre ou não ao governo
Até a convenção do partido, na próxima quarta-feira (05), o empresário Paulo Octávio (PSD) vai decidir se vai concorrer ao Senado Federal ou ao governo do Distrito Federal. A data limite estabelecida pela legislação eleitoral é o tempo necessário para o encaminhamento de uma série de tratativas políticas que estão em curso.
A possibilidade de Paulo Octávio concorrer ao governo tem a simpatia de filiados do PSD. Vem dos partidários a principal pressão para disputar as eleições para o Palácio do Buriti em outubro. Pelo que se apurou, também tem a simpatia do presidente nacional do partido, o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
O cenário começou a mudar para o ex-vice-governador do DF, quando o governador Ibaneis Rocha (MDB) fechou um acordo com o ex-governador José Roberto Arruda e com a deputada Flávia Arruda, ambos do PL. Além da ex-ministra Damares Alves deixar de figurar no acordo, também ficou inviabilizado o projeto político de PO dentro do grupo situacionista.
Na terça-feira (26), o empresário e presidente do PSD conversou com três pré-candidatos ao governo. Os senadores José Antonio Reguffe (União Brasil), Izalci Lucas (PSDB) e Leila Barros (PDT). Também entrou na lista o empresário da União Química, Fernando de Castro Marques, Ele já foi cotado para ser o primeiro suplente da deputada Flávia Arruda, que vai concorrer ao Senado.
As negociações seguem para contrapor a candidatura de Ibaneis, que nas pesquisas eleitorais aparece em primeiro lugar. O governador também possui o maior número de partidos em seu apoio. Hoje (27) à noite, o Pros fez uma recepção a Ibaneis numa sequência de reuniões festivas nos últimos dias com os pequenos partidos.
O Pros tem entre seus filiadas o ex-senador Gim Argelo, que teoricamente se afastou da agremiação, mas ontem comentou que estuda concorrer ao Senado Federal. Na opinião dele, há um campo ainda aberto que pode ser ocupado.




