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Avança contaminação da varíola dos macacos no Brasil

Varíola dos macacos doença Misto Brasília
Varíola dos macacos se tornou um torno no mundo, segundo a OMS/Arquivo/Divulgação
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Médica sugere uma série de ações para se proteger contra a doença de fácil contaminação

Por Misto Brasília – DF

O Brasil é o sexto país com mais casos da varíola dos macacos, registrando 2.893 confirmados até o dia 15 de agosto – atrás apenas de Estados Unidos, Espanha, Alemanha, Reino Unido e França.

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Há descrição de que 5% a 10% das pessoas podem precisar de internação para controlar os sintomas ou formas graves. No Distrito Federal, a Secretaria da Saúde confirmou 118 casos da doença.

A transmissão ocorre, principalmente, pelo contato próximo ou íntimo com lesões ativas, mas também pode acontecer por gotículas respiratórias. Para evitar a disseminação da doença, o paciente recebe orientações sobre os cuidados.

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“Apesar de a doença não evoluir na maioria dos casos, imunodeprimidos, gestantes e crianças menores de oito anos têm maior propensão de desenvolver formas mais graves, que incluem pneumonite, encefalite, infecções nos olhos ou mais de 100 lesões na pele. No entanto, a letalidade da monkeypox relatada no surto atual parece inferior a 1%, mas são necessários mais dados para conclusões definitivas” explica a infectologista do Hcor Daniela Bergamasco.

As principais manifestações são febre, dor no corpo, aumento de gânglios e/ou aparecimento de lesões na pele ou nas mucosas da boca e na região anal ou dos genitais.



Sugestões para se proteger da doença

Quando procurar atendimento médico?

Sempre que houver sinais e sintomas da doença, para realizar o diagnóstico adequado e seguir com as orientações específicas.

Quando procurar o pronto-atendimento?

Se houver agravamento dos sintomas, com febre persistente, saída de secreção purulenta das lesões e alteração no nível de consciência, por exemplo.

Como é o diagnóstico?

São realizadas coletas de amostras das lesões com o uso de swab ou das crostas por profissional da saúde. Havendo suspeita, o paciente precisa manter o isolamento social.

Haverá vacina para prevenir a Monkeypox?

Atualmente, pelo menos duas vacinas contra varíola estão disponíveis em alguns países. Porém, apenas uma (MVA-BN) foi aprovada para aplicação específica contra Monkeypox. Com base nos riscos e benefícios, até o momento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda a imunização em massa.

O plano nacional de contingência contra a Monkeypox disponibilizado pelo Ministério da Saúde aponta que, quando estiver disponível no país, a vacina será recomendada para pessoas expostas a casos sem proteção (profilaxia pós-exposição) e, preventivamente, para grupos de maior risco, como profissionais de laboratório que trabalham com o vírus, entre outros.



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