Novo leilão de ativos fracassou e situação da busca de proteção contra credores segue para o fracasso
Por Misto Brasília – SP
O segundo leilão judicial para a venda de títulos de dívida de Eike Batista da mineradora Anglo American fracassou, de acordo com fontes ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo e pelo Valor Econômico.
O leilão dos ativos foi determinado pela 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte e o preço mínimo era de R$ 1,25 bilhão. Se fosse concretizado o certame, o valor arrecadado teria entre suas finalidades o pagamento dos credores da MMX Sudeste.
Quando chegou a ser considerado a sétima pessoa mais rica do mundo, em 2012, com fortuna avaliada em US$ 34,5 bilhões – ao fundo do poço – após virar alvo da Operação Lava Jato, ser condenado por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado, ser preso e firmar acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) -, Eike Batista deixou um rastro de dívidas bilionárias, mesmo que se pondere que alguns negócios deram certo, nas mãos de outros donos.
Diante das dívidas, buscar a proteção contra credores, pedindo recuperação judicial, foi o caminho natural, iniciado em 2013. A petroleira OGX – criada, nos planos faraônicos de Eike, para ser uma “mini-Petrobras” – puxou a fila, já que foi a primeira a não entregar o desempenho prometido. Foi seguida pelo estaleiro OSX e a mineradora MMX, informou o Infomoney.
Outros processos se arrastaram. É o caso da mineradora MMX, criada para ser uma “mini-Vale” e protagonista dos últimos capítulos da novela de Eike. O pedido de recuperação judicial da empresa já começou complicado.
Em parte por causa do emaranhado de firmas por trás da composição acionária, típico no Grupo X. A companhia entrou com dois processos no Judiciário, que correm em paralelo, um no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), outro no Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ).
