Eike e sua retórica contra a corrupção

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O presidente do Grupo EBX, Eike Batista, disse nesta quarta-feira (29) concordar com as operações de combate à corrupção em andamento, como as propostas pelo Ministério Público, mas que há “erros” em processos.

Ao responder a perguntas de senadores na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o empresário disse, sem citar diretamente a Operação Lava Jato, que o “que está sendo feito” nas investigações “é excelente”. Ele negou, contudo, que tenha feito doações ilícitas a partidos políticos.

Beneficiário de empréstimos de cerca de R$ 10 bilhões junto ao BNDES, Eike foi convocado para prestar depoimento à CPI que investiga os financiamentos da instituição. Durante a oitiva no Senado, o presidente do colegiado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), lembrou algumas vezes da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, que o depoente poderia permanecer em silêncio, já que compareceria ao Senado na condição de investigado. 

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