Os votos dados a mulheres e pessoas negras passam a valer em dobro no calculo da distribuição dos recursos
As eleições de 2022 serão as primeiras da história do Brasil com mais candidatos negros do que brancos, um marco em um país onde 55% dos habitantes declaram-se negros.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgados na quarta-feira (17/08), dos 28.116 candidatos registrados para as eleições de outubro, 14.015 declararam-se negros (49,57%) e 13.914 identificaram-se como brancos (48,86%). Entre os negros, 10.079 disseram ser pardos (35,65%) e 3.936, pretos (13,92%).
O número de negros candidatos a cargos eletivos já vinha aumentando nas últimas eleições, mas não havia ainda superado o de brancos. Em 2018, houve 13.543 candidatos negros e 15.241 candidatos brancos, e em 2014, 11.579 candidatos negros e 14.377 candidatos brancos.
O número de candidatos indígenas registrados nas eleições deste ano também é recorde. São 175 candidatos indígenas (0,87% do total). O número de indígenas registrados como candidatos já vinha crescendo, com 85 em 2014 e 133 em 2018. Segundo o Censo de 2010, os indígenas correspondem a 0,47% da população do país.
O aumento na participação de mulheres e negros nas eleições é parcialmente atribuído às políticas de cotas e incentivos adotadas nos últimos anos no Brasil.
Nas eleições deste ano, os votos dados a mulheres e pessoas negras passam a valer em dobro na hora de calcular a distribuição dos recursos dos fundos partidário e eleitoral, também conhecido como fundão eleitoral. A medida vale a partir deste ano e vigora até 2030, informou a Agência DW.






















