Há uma disputa entre as empresas tradicionais e àquelas que trabalham por aplicativo
Nesta quinta-feira (15), o Supremo Tribunal Federal deve começar a julgar duas ações diretas de inconstitucionalidades que tratam sobre o transporte intermunicipal e interestadual por aplicativo. O tema é polêmico, porque há uma guerra judicial nas instâncias inferiores da justiça.
A situação confronta as empresas tracionais e àquelas que trabalham com plataformas como a Buser e FlixBus. Este grupo está representado pela Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec).
Dependendo da decisão dos ministros do STF, o mercado rodoviário pode ter novos desdobramentos ou as outorgas podem interromper as atividades das apps.
Cerca de 70% das linhas são controladas por um operador, que atende a 50 milhões de usuários. Pesquisa da Quaest mostra que 49% da população brasileira viajou pelo menos uma vez de ônibus interurbano nos últimos seis meses.
“A decisão é muito importante, pois é um passo para viabilizar o aumento da concorrência entre empresas, que se traduz em melhores serviços e preços”, acredita o diretor-executivo da Amobitec, André Porto.

