Os novos crimes de Roberto Jefferson

Roberto Jefferson e Jair Bolsonaro
Roberto Jefferson posa ao lado do aliado Jair Bolsonaro/Arquivo
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Essas maluquices, como trocar tiros com a polícia, são realmente atitudes de uma mente perturbada

Por Francisco Gomes Junior

Alguns personagens políticos acompanham as últimas décadas do país, sempre presentes e com alguma relevância. Roberto Jefferson é um desses personagens, iniciou a carreira pública no Programa Aqui e Agora, onde fazia o papel de Advogado do Povo.

Com a popularidade obtida pelo programa, elegeu-se deputado federal, cargo que ocupa em conjunto com a presidência do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Lei mais – Roberto Jefferson se entrega à polícia



Esteve envolvido no mensalão (envolvido com a corrupção nos Correios tornou-se delator do mensalão). E nos últimos anos, transformou sua imagem de político contido conservador em um radical “revolucionário”, obviamente sem nenhum outro interesse que não seja manifestar sua mudança ideológica.

Neste domingo (23), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moares expediu ordem para que Jefferson retorne ao regime fechado. Jefferson está preso em regime domiciliar, mas extrapolou e proferiu uma série de ofensas públicas contra a ministra Carmen Lúcia, do STF, o que o faz perder o benefício de permanecer em seu domicílio.

Ao ser procurado em sua residência por policiais federais, Jefferson reagiu atirando nos agentes e usando inclusive uma granada. Ele mesmo fez um vídeo em que demonstra suas atitudes.

Leia mais – Jefferson, aliado de Bolsonaro, atira contra policiais federais



Inicialmente devemos destacar que os delitos em tese cometidos na data de hoje, são crimes comuns, não abrangidos pela imunidade parlamentar. Como sabemos, o parlamentar goza de imunidade material para que possa no desempenho de suas funções, atuar com total independência.

Jefferson não estava exercendo a função parlamentar quando reagiu à prisão, disparando tiros contra os agentes da Polícia Federal. Mostrou-se perigoso, proferindo ameaças físicas e conclamando outros a fazer o mesmo. Do que se conhece, é caso de prisão em regime fechado.

Leia mais – o que disse o ministro da Justiça



O que deve ser observado é se essas maluquices como andar armado e posar de fuzil, trocar tiros com a polícia são realmente atitudes de uma mente perturbada ou alguma estratégia política (por mais idiota que seja) visando acirrar ânimos às vésperas do segundo turno das eleições.

Nos próximos dias a Polícia Federal deverá investigar e apresentar suas conclusões sobre o ocorrido. Até lá, resta-nos aguardar, torcendo para que todo o processo político ocorra dentro da normalidade e jamais com qualquer tipo de violência, sobretudo física.

(Francisco Gomes Júnior é presidente da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP). Autor do livro Justiça Sem Limites)



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