Médico de Brasília sugere que no mês do idoso, campanhas também deveriam chamar a atenção para a doença
Por Misto Brasília – DF
Os idosos têm 11 vezes mais chances de desenvolver o câncer se comparado com os jovens, segundo o Instituto Nacional de Câncer. O Inca estima que 60% dos brasileiros com a doença são de pessoas mais velhas.
Os fatores que definem essa tendência, são o declínio funcional natural do organismo, que reduz a divisão celular e contribui para desajustes nas estruturas das células e do corpo. O outro fator é o acúmulo de maus hábitos durante a vida. Entre eles, a alimentação ruim, sedentarismo e tabagismo.
O elevado número de tumores malignos nesta população também deve ser considerado na discussão das campanhas do Dia Mundial do Idoso, lembrado em outubro.
O médico do Instituto de Câncer de Brasília, Caio Guimarães, observa que o câncer de pele não-melanoma é um dos mais frequentes nesta faixa etária, principalmente pelos vários anos de exposição ao sol, fator de risco para a doença.
“Geralmente, o tumor se manifesta como manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram, ou como feridas que demoram a cicatrizar. Idosos de pele, cabelos e olhos claros fazem parte do principal grupo de risco”, explica.
O médico defende que o plano de tratamento deve ser individualizado e personalizado com base na natureza da doença, no status fisiológico do paciente e, acima de tudo, deve respeitar as preferências do paciente.

