Apesar de o Nordeste ter sido decisivo para a vitória de Lula, a recuperação do PT no Sudeste acabou sendo crucial
O presidente Jair Bolsonaro (PL) terminou a corrida presidencial em primeiro lugar no Sudeste, que concentra 66,7 milhões de eleitores, ou 42,6% do total nacional. Em pontos percentuais, o político de extrema direita garantiu 54,3% dos votos na região, contra 45,7% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que acabou vencendo a eleição, informou a DW.
À primeira vista, o resultado no Sudeste pode ser encarado como uma pequena derrota para Lula no contexto de uma eleição vitoriosa em termos nacionais. Entre todas as regiões do país, Lula só ficou à frente de Bolsonaro no Nordeste.
Apesar de o Nordeste ter sido decisivo para a vitória de Lula, a recuperação do PT no Sudeste também acabou se revelando crucial para o petista, que venceu o pleito presidencial de 2022 com a margem mais apertada da história das eleições presidenciais brasileiras, ficando à frente de Bolsonaro por 2,1 milhões de votos.
Em comparação com o segundo turno de 2018, quando a chapa liderada pelo PT foi encabeçada por Fernando Haddad, Lula recebeu 13,3 milhões de votos a mais que o seu ex-ministro neste domingo em todo o país.
Desses 13,3 milhões de votos a mais que Lula da Silva recebeu, 7,78 milhões foram depositados no Sudeste. Isto é, 58,5% dos votos que Lula garantiu a mais que Haddad foram registrados na região que conta com os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Em números absolutos, foi no Sudeste que Lula obteve sua melhor votação: 22,7 milhões de votos. Levemente à frente do Nordeste, onde registrou 22,5 milhões.
A recuperação do PT no Sudeste também fica explícita em pontos percentuais. Em 2018, Haddad obteve no Sudeste 34,6% dos votos válidos no segundo turno. Bolsonaro ficou à frente com 65,4%, com uma vantagem superior a 30 pontos percentuais. No duelo com Lula, a vantagem de Bolsonaro foi reduzida para 8,6 pontos.


