Há uma intensa negociação para a formalização de uma frente ampla de partido no novo governo
Os partidos da base de apoio do presidente eleito, Lula da Silva (PT), podem comandar 11 ministérios no governo do petista. O presidente eleito não anunciou os nomes que estarão à frente das pastas, segundo a CNN Brasil. O novo governo poderá ter 33 ministérios.
As articulações e indicações depende de questões ligadas ao Congresso Nacional, que passa pela eleição das novas Mesas Diretoras do Senado e Câmara. Pelo que se comentou até agora, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) deverá ser apoiado pela base governista, assim como na reeleição de Arthur Lira (PP-AL) na presidência da Câmara.
A partir de hoje (07) começaram os trabalhos da equipe de transição. Nesta terça-feira, o presidente eleito deverá estar em Brasília. Dependendo do que disser, alguns nomes já estariam alinhados a partir da equipe de transição. A ideia é criar uma frente ampla de partidos que irão compor o novo governo.
O primeiro nome que talvez seja anunciado é o chefe do Ministério da Economia, que voltar a ter o nome de Fazenda. Há vários nomes em voga, mas deve ser indicado um nome político com capacidade técnica.
O PSB pode ficar com duas pastas, a Controladoria-Geral da União e a Tecnologia. A primeira seria comandada pelo ex-governador Paulo Câmara, a segunda teria o também ex-governador Márcio França.
O Rede Sustentabilidade deve ficar com o Meio Ambiente ou com o senador Randolfe Rodrigues ou a ex-ministra Marina Silva.
O PSOL pode assumir o ministério dos Povos Originários, com a deputada federal eleita Sônia Guajajara. O PCdoB deve ficar com a Cultura com a deputada federal eleita Jandira Feghali.
A senadora Simone Tebet, do MDB, é dada como nome certo para compor o governo — não se sabe, porém, se à frente da Educação ou da Cidadania ou mesmo Justiça. O ex-governador e senador Eduardo Braga pode ir para o Ministério de Minas e Energia.
O senador Carlos Fávaro (PSD-MT) pode ficar com a Agricultura. O PSD poderá comandar o Ministério das Comunicações, de acordo com a mídia.
O PSDB pode ocupar o Ministério da Indústria e Comércio, com ex-governador Tasso Jereissati ou o ex-chanceler Aloysio Nunes.
O Solidariedade com o Ministério do Trabalho. O Avante é cotado para Comunicações ou Micro e Pequena Empresa.


