Ministério da Economia será dividido em três partes

Equipe de transição CCBB Misto Brasília
Reunião do Conselho Político de Transição na sede da Gabinete de Transição de Governo, no CCBB, em Brasília/Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Serão recriados no novo governo os ministérios da Indústria e Comércio e também do Planejamento

Durante entrevista coletiva nesta quarta-feira (07), Aloizio Mercadante comunicou que o novo governo eleito dividirá o Ministério da Economia em três partes. Os ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão, da Fazenda, e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) serão recriados a partir de 1º de janeiro.



“Nós tínhamos Ministério da Fazenda; Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços; e Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Essas estruturas vão voltar a existir. O Brasil era muito mais eficiente e tinha políticas muito mais competentes com essa distribuição do que pegar e jogar tudo na Economia”, afirmou Mercadante.

O economista e um dos fundadores do PT, que também já foi ministro de diversas pastas, acrescentou que: “toda demanda intragoverno está no Ministério do Planejamento e Orçamento, é fundamental inclusive para aliviar o Ministério da Fazenda para cuidar da política fazendária, macroeconômica. A indústria e o comércio exterior geram emprego, investimento”.



Segundo a mídia, ao longo da coletiva, integrantes da equipe de transição na área afirmaram que o Brasil passou por um processo de desindustrialização e que a recriação dessas estruturas é importante para focar no desenvolvimento da área.

Ao mesmo tempo, Mercadante afirmou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) ficarão sob supervisão do novo Ministério do Comércio Exterior e Serviços.

“O presidente [eleito] Lula deixou claro que Apex e BNDES estarão no novo MDIC. Os que tentaram argumentar de forma contrária não passaram da preliminar com ele. É preciso ter foco e ousadia e tratar da promoção dos produtos brasileiros [no exterior]. O BNDES tem que ser esse instrumento de impulsionar a industrialização e resgatar as estruturas já existentes no país.”



O coordenador da transição também criticou a gestão do BNDES durante o governo do presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, apenas 19% dos R$ 90 bilhões de crédito oferecido pelo banco vai para a Indústria, enquanto 25% fica com a Agricultura.

“Dizem que o mercado fica nervoso. Eu fico nervoso quando vejo o BNDES emprestar mais para a agricultura que para a indústria. Temos que fomentar o mercado privado, temos. Mas isso exige um complemento do financiamento público com o BNDES, especialmente para a infraestrutura e indústria”, complementou.


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