No local montado desde 30 de outubro existe até a rua da restauração, onde pode ser consumido churrasco, pasteis e açaí
Desde o segundo turno da eleição presidencial, em 30 de outubro, apoiadores de Bolsonaro estão concentrados em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília. Eles criaram uma cidade de barracas paralela no local, a partir de onde exigem uma intervenção militar e um golpe de Estado.
O secretário de Segurança do Distrito Federal, Júlio Danil afirmou que parte dos manifestantes que praticaram violência nas ruas da capital veio do acampamento.
“Quem for identificado será responsabilizado”, disse. Ele detalhou que a manutenção desse acampamento vai ser reavaliada, ressalvando que o Exército tem jurisdição sobre o espaço.
Montado há mais de um mês, o acampamento, com tendas, tem evoluído e transformou-se numa pequena cidade, cuja missão é impedir a posse de Lula, em janeiro.
No meio do acampamento existe a “rua da restauração“, onde se encontra um pouco de tudo, incluindo açaí, pastéis e churrasco, como numa espécie de feira.
Dezenas de banheiros encontram-se espalhados pelo acampamento, que ainda tem “lojas“, cabeleireiros e até tendas para orações e apoio psicológico.
Patrulhas, muitas camufladas, andam pelas ruas da “cidade” para controlar e garantir a ordem, informou a DW.


