A reputação do Japão no mundo se baseava nas capacidades demográficas, econômicas e tecnológicas
O Japão está se afastando do conceito de contenção militar que manteve por décadas diante da crescente ameaça da China. O país, que antes não gastava mais de 1% do PIB na esfera militar, decidiu dobrar, o que já se refletiu em uma nova estratégia de segurança nacional.
A mídia norte-americana Foreign Affairs descreve esta medida como “um símbolo de profunda transformação“.
Segundo o jornal, anteriormente, a reputação do Japão no mundo se baseava nas capacidades demográficas, econômicas e tecnológicas do país, que o colocavam entre os países mais poderosos do mundo, mas a sua força militar ficava fora deste núcleo.
O Japão se limitou a gastar em operações internacionais de manutenção da paz e a aliança entre os EUA e o Japão, o que lhe permitiu destinar não mais do que 1% do PIB às forças armadas.
O jornal observa que a contenção militar do Japão tem sido fundamental para a segurança nacional desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Os chefes dos governos nacionais não permitiram que os militares assumissem a direção do Estado e, assim, restringiram consideravelmente sua influência.
Contra a pressão exercida por forças políticas externas e internas, o Japão não abandonou o conceito de “defesa defensiva”, segundo o qual as Forças Armadas do país existiam apenas para autodefesa.

