Suspensos decretos que facilitam acesso às armas

Lula da Silva candidato Misto Brasília
Lula da Silva é o presidente da República do Brasil/Arquivo
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Presidente Lula da Silva assinou um revogação, como atos que incentivam o garimpo na Amazônia

Após ser empossado, o presidente Lula da Silva (PT) já tomou seu primeiro ato como presidente e assinou um “revogaço“. Os decretos foram publicados em edições extras de hoje (02) do Diário Oficial da União. Foram publicados 15 decretos.

Entre outras medidas tomadas por Lula neste domingo, estão o início de estudos para retirada de estatais do processo de privatização, revogação de atos que incentivam garimpo na Amazônia e que facilitaram o comércio de armas de fogo durante o governo Bolsonaro.



“Estamos revogando os criminosos decretos de ampliação de acesso a armas e munições que tanta insegurança e tanto mal causaram às famílias brasileiras. O Brasil não quer e não precisa de armas na mão do povo. O Brasil precisa de segurança, o Brasil precisa de livro, de educação e de cultura para que a gente possa ser um país mais justo”, disse.

Depois da posse, o novo presidente despachou para que a Controladoria-Geral da União (CGU) reavalie os sigilos de “cem anos” assinados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao abordar o papel do SUS na pandemia, Lula da Silva também aproveitou para afirmar que pretende revogar o teto de gastos. “O SUS é, provavelmente, a mais democrática das instituições criadas pela Constituição de 88. Certamente por isso foi a mais perseguida desde então e foi também a mais prejudicada por uma estupidez chamada teto de gastos que haveremos de revogar.”

Lula pregou a pacificação do país em diversos momentos, mas também mandou recados para extremistas que se recusam a aceitar o resultado das urnas.



“A ninguém interessa um país em permanente pé de guerra, ou uma família vivendo em desarmonia. É hora de reatarmos os laços com amigos e familiares, rompidos pelo discurso de ódio e pela disseminação de tantas mentiras. O povo brasileiro rejeita a violência de uma pequena minoria radicalizada que se recusa a viver num regime democrático. Chega de ódio, fake news, armas e bombas. Nosso povo quer paz para trabalhar, estudar, cuidar da família e ser feliz. A disputa eleitoral acabou. Repito o que disse no meu pronunciamento após a vitória em 30 de outubro, sobre a necessidade de unir o nosso país. ‘Não existem dois brasis. Somos um único país, um único povo, uma grande nação.'”

Em outra etapa, Lula também reforçou a diferença da sua visão de mundo em relação ao bolsonarismo. “A liberdade que sempre defendemos é a de viver com dignidade, com pleno direito de expressão, manifestação e organização. A liberdade que eles pregam é a de oprimir o vulnerável, massacrar o oponente e impor a lei do mais forte acima das leis da civilização. O nome disso é barbárie.”


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