O diretor-geral da corporação, delegado Robson Cândido, autorizou a abertura de procedimento administrativo
Por Misto Brasília – DF
O delegado-geral da Polícia Civil, Robson Cândido, mandou investigar a participação de policiais civis no quebra-quebra e de atos contra a democracia no domingo (08). O “procedimento apuratório disciplinar” vale para toda a corporação distrital, segundo garantiu a cúpula da Polícia Civil do Distrito Federal.
Em nota divulgada nesta tarde, a informação é que esta é uma das providências que estão sendo tomadas depois da invasão e depredação do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal. A nota (veja logo abaixo) não dá mais detalhes.
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Hoje (12) pela manhã, o presidente Lula da Silva (PT) disse que suspeita que “alguém abriu” a porta para as pessoas entraram no Palácio do Planalto. Ele disse que viu diversos vídeos, mas que vai esperar a “coisa esfriar” para fazer mais comentários.
Lula da Silva estranhou que as portas na sede do Executivo não foram arrombadas. Em vídeos que circulam pelas redes sociais, um suposto coronel é confrontado por um oficial da Polícia Militar. O oficial do Exército sugeriu liberar os bolsonaristas radicais. “Você está louco. Todos estão presos”, disse aos berros o policial militar.
Nota da Polícia Civil fala em apurar e investigar
Nota à imprensa A Polícia Civil do Distrito Federal informa que, por ordem do Delegado-Geral, foi determinada a instauração de Procedimento Apuratório Disciplinar no âmbito da Corregedoria Geral de Polícia, com a finalidade de responsabilizar os policiais civis que porventura tenham participado dos atos antidemocráticos ocorridos na capital federal. Essa medida faz parte de um conjunto de ações necessárias para que, nos limites constitucionais e legais das atribuições da polícia civil, a ordem seja recuperada e reestabelecida.

