Bolsonaro nega caixa paralelo com cartões corporativos

Bolsonaro e Michelle Misto Brasília
Michelle e Bolsonaro falaram sobre o Natal/Divulgação
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Denúncia publicada ontem na mídia sugere que o ex-presidente pagou contas pessoais e criou um caixa paralelo

O ex-presidente Jair Bolsonaro enviou respostas por escrito ao portal Metrópoles negando supostos saques com cartões corporativos envolvidos em investigação do Supremo Tribunal Federal (STF), revelada pela mídia nesta sexta-feira (20).



Segundo reportagem do portal, há suspeitas de que seu principal ajudante de ordens no Palácio do Planalto, o tenente-coronel do Exército Mauro Cesar Barbosa Cid, operava uma espécie de “caixa paralelo” com recursos em espécie, que teriam sido usados, por exemplo, para pagar contas pessoais da primeira-dama Michelle Bolsonaro e de seus familiares.

As investigações correm no STF sob o comando do ministro Alexandre de Moraes.

O Metrópoles informou que Bolsonaro respondeu por escrito a “uma série de perguntas enviadas pela coluna” do jornalista Rodrigo Rangel.
A mídia afirma que, em suas respostas, o ex-presidente repetiu que “nunca foram feitos saques do cartão corporativo pessoal” por ajudantes de ordens.



Contudo, o portal aponta que Bolsonaro “se refere sempre a cartão corporativo pessoal” e desconsidera que “havia outros cartões à disposição da equipe de Cid”.

Além das respostas, o ex-presidente enviou dez páginas de extratos do cartão corporativo emitido em nome de Mauro Cid “nas quais não aparecem movimentações”.

O portal afirma também que Bolsonaro informou que sua esposa, Michelle, utilizava um cartão em nome de uma amiga porque “não possuía limites de créditos disponíveis”.

“A primeira dama utilizou o cartão adicional de uma amiga de longa data. A utilização se deu porque a Michelle não possuía limites de créditos disponíveis. A última utilização foi em julho de 2021, cuja fatura resultou em quatrocentos e oito reais e três centavos”, afirmou Bolsonaro, conforme a mídia.



O Metrópoles diz que, em suas explicações, o ex-presidente tratou “com naturalidade os contatos do tenente-coronel com militantes investigados” por envolvimento nos atos do dia 8 de janeiro, em Brasília, que terminaram com vandalismo e invasão aos prédios da Praça dos Três Poderes.

Segundo a mídia, Bolsonaro também respondeu a acusação de que teria interferido na decisão do Exército de designar Cid para comandar, a partir deste ano, uma unidade de forças especiais da corporação.

“Ele foi designado em maio, antes da eleição, sem minha interferência, seguindo o processo seletivo de Exército que iniciou em setembro de 2021. Independentemente do resultado eleitoral, ele daria prosseguimento na sua carreira militar”, disse Bolsonaro, de acordo com o portal, registra a Sputnik.


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