Ele disse que os bispos precisam passar por mudança para reconhecer a dignidade de todos
O papa Francisco afirmou que as leis que criminalizam a homossexualidade são injustas e que “ser homossexual não é um crime […], mas é um pecado”.
Em entrevista à agência de notícias Associated Press, divulgada nesta quarta-feira (26), Francisco criticou alguns bispos da Igreja Católica em algumas partes do mundo que apoiam leis que criminalizam a homossexualidade ou discriminam a comunidade LGBTQ.
O pontífice observou que os bispos católicos precisam passar por um processo de mudança para reconhecer a dignidade de todos e agir com “ternura, como Deus tem para cada um de nós”.
Ele disse que, no que diz respeito à homossexualidade, é necessário haver uma distinção entre um crime e um pecado.
“Ser homossexual não é crime”, afirmou. “Não é um crime. Sim, mas é um pecado“, observou, ressaltando a importância de se distinguir entre as duas coisas. “É também um pecado faltar com a caridade ao próximo.”
Em torno de 67 países ou regiões em todo o mundo criminalizam a atividade sexual consensual entre pessoas do mesmo sexo. Entre estes, 11 preveem a aplicação da pena de morte, segundo a Human Dignity Trust, uma ONG com sede no Reino Unido que trabalha para abolir essas legislações.
O papa qualificou essas leis como injustas e disse que a Igreja Católica pode e deve trabalhar para que elas sejam eliminadas. “[A Igreja] deve fazer isso. Tem de fazer”, ressaltou. Francisco disse que os homossexuais devem ser acolhidos e respeitados, e não marginalizados ou discriminados.
“Somos todos filhos de Deus, e Deus nos ama como somos e pela força que cada um de nós luta por nossa dignidade”, disse Francisco, na entrevista realizada no Vaticano.
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