O atentado aconteceu um dia após a morte de dez palestinos no campo de refugiados de Jenin
Um ataque a tiros na noite desta sexta-feira (27) nas proximidades de uma sinagoga em um assentamento judeu em Jerusalém oriental, em Israel, deixou sete mortos e três feridos.
O atentado, ocorrido um dia após a morte de dez palestinos depois de uma incursão de militares israelenses no campo de refugiados de Jenin, é o mais letal ocorrido nos últimos anos no território de Israel e reacende temor de uma nova escalada no conflito entre israelenses e palestinos.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou “contramedidas imediatas“.
“Agiremos com decisão e calma”, disse Netanyahu, apelando à população “para não fazer justiça com as próprias mãos”.
O autor do ataque tentou fugir, mas foi morto por agentes da força local de segurança. A identidade dele não foi divulgada, mas, segundo a mídia local, trata-se de um palestino de 21 anos.
Segundo o correspondente da emissora pública alemã ARD Jan-Christoph Kitzler, ele seria membro do grupo extremista islâmico Hamas. A polícia ainda investiga a participação de outras pessoas no crime.
O ataque ocorreu às 20:15 (horário local), numa rua perto da sinagoga em Neve Yaacov, um bairro de assentamento judeu em Jerusalém oriental, quando várias pessoas saíam das orações noturnas.
O Hamas, que governa a Faixa de Gaza, reivindicou a autoria do ataque e disse que ele ocorreu “em retaliação ao ataque do exército israelense ao campo de refugiados de Jenin”.
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