Campos Neto vai ao Senado em março explicar taxa de juros

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Senador Vanderlan Cardoso é o presidente do PSD no estado de Goiás/Arquivo/Divulgação
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A informação é do senador goiano Vanderlan Cardoso, que assumirá a Comissão de Assuntos Econômicos

Por Misto Brasília – DF

O senador goiano Vanderlan Cardoso (PSD) deverá assumir a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal. O nome deverá ser confirmado para depois do Carnaval, quando uma série de negociações serão concluídas para as quatro suplências da Mesa Diretora e para as comissões permanentes do Senado.

Na noite passada, o senador jantou com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que hoje (16) almoçou com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e Simone Tebet, do Planejamento.



O senador disse que a conversa girou em torno do convite para Campos Neto explicar a escalada de juros e que virou polêmica com as críticas do presidente Lula da Silva (PT). O presidente do BC deverá ir para o Senado, segundo Vanderlan, logo no início de março.

“Como sempre, Campos Neto foi muito solícito e atencioso, se colocando à disposição da Câmara dos Deputados e do Senado para atender nossos convites, quantas vezes forem necessárias. Ele também se dispôs a falar sobre juros ou qualquer outro assunto”.

O Conselho Monetário Nacional se reúne nesta tarde pela primeira vez em 2023. Entre as funções do conselho, integrado atualmente pelos ministros Haddad e Simone Tebet, e pelo presidente do Banco Central, está a definição da meta de inflação.


De acordo com Fernando Haddad, uma eventual mudança na meta de inflação para 2023 ainda não está na pauta do CMN. Para 2023, a meta de inflação oficial está em 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

A taxa Selic hoje é de 13,75% ao ano, o maior patamar em seis anos. E a expectativa dos agentes financeiros é de que, mesmo com juros tão altos, a inflação fique acima da

O ministro repetiu declarações recentes de que os juros básicos atuais, de 13,75% ao ano, criam dificuldades para a economia crescer e ampliam o déficit nominal do governo. “Temos que buscar harmonizar o fiscal [as contas públicas] e o monetário [a política de juros do Banco Central]”.


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