Foi o que disse o sobrinho do escritor chileno, após a divulgação de um relatório sobre a morte em 1973
Um dia depois de um laudo pericial indicar que houve ação de agentes do Estado para a morte do poeta chileno Pablo Neruda, em 1973, o sobrinho do escritor, Rodolfo Reyes Neruda, cravou que a responsabilidade do assassinato do vencedor do Prêmio Nobel de Literatura deve ser atribuída ao ex-ditador Augusto Pinochet.
Em entrevista ao jornal argentino Página 12, nesta quinta-feira (16), Reyes frisou que a responsabilidade da morte de Neruda deve ser atribuída ao ex-ditador.
No mesmo dia, um grupo de investigadores forenses apresentou à Justiça o relatório final de uma ação judicial que dura mais de 12 anos para precisar qual foi a verdadeira causa da morte de Neruda.
A morte do escritor é investigada judicialmente desde 2011, quando o Partido Comunista do Chile, na qual Neruda era membro, questionou formalmente a versão oficial, de acordo com a Agência Sputnik.
O regime de Pinochet alegava que o poeta morreu de câncer metastático. Esse tese foi por muitos anos rebatidas pelo motorista de Neruda, Manuel Araya, e especialistas, que não conseguiam precisar o que provocou o falecimento.
“A bactéria Clostridium botulinum encontrada em seu corpo não deveria estar no esqueleto de Neruda, isso significa que ele foi assassinado, que houve intervenção de agentes do Estado”, disse Rodolfo Reyes, que também atua como advogado da família, logo após a apresentação do laudo.
Essa bactéria foi encontrada em 2017 em um dos dentes do poeta, em uma das inúmeras vezes que seu corpo foi desenterrado para realização de laudos periciais, o que teria dado origem a este último laudo para corroborar a tese de envenenamento.























