A diplomacia brasileira tem algumas vantagens, como bom relacionamento com a China e a Rússia
Por Misto Brasília – DF
Em entrevista à Sputnik Brasil, especialista destaca que o bom relacionamento do Brasil com todas as partes envolvidas faz do país um intermediário confiável, além de reforçar a demanda por um assento no Conselho de Segurança da ONU.
“O Brasil tem um bom canal de comunicação com a Rússia, com os EUA, visitou, recentemente, o presidente [dos EUA] Joe Biden. Tem um bom canal de comunicação com a China, e a visita de Lula à China já está agendada. Também tem uma boa relação com os países da União Europeia, com o presidente [Emmanuel] Macron, da França. Acho que o que falta nesse momento para o Brasil é construir pontes com a Ucrânia, para totalizar as partes fundamentais para uma solução do conflito”, disse a Bárbara Motta, professora de relações internacionais da Universidade Federal do Sergipe (UFS)
Desde que assumiu a presidência da República Lula da Silva (PT) vem engajando o Brasil nos principais temas em debate na política internacional. Sem dúvida, o mais importante deles (também mais nevrálgico) é a busca por uma solução para a guerra entre Rússia e Ucrânia.
Lula tem inserido o Brasil na discussão e propôs a criação de um fórum composto por um grupo de países não envolvidos no conflito, para discutir formas de encerrar as hostilidades.
A proposta é bem recebida pela Rússia. Na última terça-feira (23), o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia Mikhail Galuzin afirmou que Moscou está avaliando a proposta e frisou que a opinião do Brasil é importante para a Rússia.
Neste sábado, a mídia internacional divulgou que o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, convidou Lula da Silva para visitar o seu país em guerra. O governo brasileiro ainda não se manifestou sobre esse convite feito pela imprensa.
Mas para além da retórica, como a diplomacia brasileira poderia contribuir para a resolução do conflito?
Em entrevista à Sputnik Brasil, Bárbara Motta, explica que o Brasil emerge no debate como um representante do Sul Global, munido de um sólido capital diplomático.
Nesse contexto, o bom relacionamento que o Brasil cultiva com todas as partes envolvidas se torna uma arma crucial para a diplomacia brasileira.

