Faltam espaço e computadores na Educação com o fim do teletrabalho

Secretária da Educação DF Hélvia Paranaguá Misto Brasília
Hélvia Paranaguá é a atual secretária da Educação do Distrito Federal/Arquivo/Agência Brasília
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A partir desta segunda-feira, acaba o regime de trabalho especial para centenas de servidores do DF

Por Misto Brasília – DF

Na sexta-feira (24), depois da publicação do decreto que acaba com o teletrabalho no âmbito da administração do Distrito Federal, os órgãos públicos começam a se adequar às novas determinações.

Somente na Controladoria-Geral do Distrito Federal, 42 servidores estão no teletrabalho, segundo o último relatório. O fim do trabalho em casa também vai representar novos gastos e menos economia que tinham sido contabilizados por meses.



O teletrabalho foi dotado na pandemia da Covid-19, e beneficiou servidores e a administração pública. Só de abril a julho de 2020, o executivo local economizou R$ 36,4 milhões em despesas de material de consumo e de prestação de serviços relacionados à manutenção administrativa.

Em média, a economia mensal é de aproximadamente R$ 9,1 milhões.



Um relatório do Tribunal de Justiça do Distrito Federal é bem significativo nesta questão. De março a outubro de 2020, o TJDFT alcançou uma economia de R$ 18.742.219,00 com o teletrabalho.

O relatório do Plano de Logística Sustentável, aponta que as despesas com maior percentual de redução de gastos foram os contrato de estagiários, 37,85%, energia elétrica, 17,28% e service desk (serviços de tecnologia da informação), 13,55%.

Ainda estão na lista de economia, despesas com veículos, 8,29%; impressão, 5,65%; água, 4,78%; correios, 4,03%; bens de consumo, 3,92%; atendentes, 2,52% e outros, 1,13%.



Na Secretaria da Educação, que detém o maior número de servidores, foi publicada também na última sexta-feira, uma portaria assinada pela secretária Hélvia Paranguá Fraga.

A portaria revoga duas outras portarias que tratam do trabalho em casa e determina, a partir desta segunda-feira (27), o retorno ao trabalho presencial.

A Secretaria possui 66.126 trabalhadores, seguido da Secretaria da Saúde com 52.692. Depois aparecem o Instituto de Previdência, com 17.176 e Secretaria de Justiça e Cidadania, com 3.548. O órgão com menor número de servidores é o Fundo Capitalizado dos Servidores, com seis pessoas.



Ocorre que não há espaço e computadores suficientes para esse retorno. A Secretaria da Educação mudou novamente de endereço e alugou o prédio inteiro do ID Shopping, no Setor Hoteleiro Norte, que ainda está sendo preparado e reformado.

Se há salas no futuro, agora faltam computadores para todos. Num departamento, onde estão lotados oito servidores, há apenas três computadores.

De acordo com o Painel Estatístico de Pessoal do Distrito Federal, há 168,3 mil servidores, dos quais 93,5 mil em atividade. Outros 58,3 mil estão aposentados. O Painel também indica que há 13,2 mil pensionistas e 3,2 mil pessoas em outras situações.

Em 2021, os gastos com pessoal e encargos sociais somaram R$ 28 bilhões, mostrando aumento de 3,4% em relação ao exercício anterior.


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