Mortes foram relatadas pelos deputados na Câmara Legislativa. Mariela Souza foi demitida hoje
Por Misto Brasília – DF
Os deputados distritais da oposição voltaram a fazer severas críticas contra o sistema de saúde pública. Mortes nas filas por atendimento foram relatadas pelos parlamentares. Veja a nota do Iges-DF após a destituição da presidente. Atualizado às 14h13
Nesta manhã, a diretora-presidente do Instituto de Gestão de Saúde (Iges-DF), que é responsável por todas as UPAs e pelos hospitais de Santa Maria e de Base, foi demitida. Mariela Souza de Jesus é a sexta diretora desde que o Iges-DF foi criado, há cinco anos.
Mariela foi indicada pelo governador afastado Ibaneis Rocha (MDB) no ano passado. Ela é amiga pessoal de Ibaneis. O nome do substituto é atual diretor de Atenção à Saúde, Juracy Cavalcante, que foi aprovado para a presidência do Instituto. A decisão da substituição é da governadora em exercício Celina Leão (PP).
A deputada distrital Paula Belmonte (Cidadania), que lamentou a morte de um homem com síndrome de Down na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Setor O, em Ceilândia. A mãe do paciente afirma ter havido negligência. “Cada pessoa que morre é o amor de alguém”, disse a parlamentar.
O deputado distrital Gabriel Magno (PT), apontou a morte de um adolescente que havia lesionado o joelho na UPA de Samambaia, e o caso de uma mulher internada com dengue que caiu da janela da UPA na Ceilândia.
“Prometeram muito quando anunciaram criação do Iges. E hoje, depois de cinco anos, vemos que esse modelo não funciona, se mostrou ineficiente e ineficaz”, afirmou o distrital, que preside a Comissão de Educação, Saúde e Cultura
“Quando o Instituto foi criado, nós dissemos que ia dar errado. Ibaneis Rocha ampliou o modelo, e está destruindo a Saúde do DF”, avaliou o deputado Chico Vigilante (PT).
A deputada Dayse Amarilio (PSB) lamentou o déficit de clínicos médicos, enfermeiros e outros profissionais e a alta taxa de mortalidade no hospital. “Os servidores estão desgastados, trabalhamos às vezes com um enfermeiro para 90 pacientes. Mas a população não entende por que tem de peregrinar”.
O presidente da Câmara Legislativa, deputado Wellington Luiz (MDB), defendeu uma “reflexão sobre o que está acontecendo, para propor mudanças”, revelou a Agência CLDF.
Nota divulgada pela assessoria do Iges-DF
O então vice-presidente, Cléber Sipoli, continua respondendo como presidente do IgesDF durante o processo e garantindo a continuidade dos serviços prestados nas 15 unidades geridas pelo Instituto.
Ascom / IgesDF
