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Volkswagen se recusou a reparar trabalho escravo no regime militar

Fazenda Volkswagen caso de escravidão Misto Brasília

Fazenda está num processo de escravidão moderna que remonta a ditadura/Arquivo/Reprodução/DW

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Os representantes da montadora abandonaram a mesa de negociações, que envolviam o pagamento de R$ 165 milhões

A montadora Volkswagen se recusou a firmar um acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) brasileiro. É para reparar a ocorrência de trabalho escravo e outras violações de direitos humanos em uma fazenda da empresa no Pará nos anos 1970 e 1980.

Em audiência nesta quarta-feira (29), os representantes da montadora abandonaram a mesa de negociações, que envolviam o pagamento de R$ 165 milhões em indenização a 14 trabalhadores identificados como vítimas dos abusos.



Parte desse montante também seria destinada à procura de outras vítimas e familiares.

As investigações do MPT remontam a casos ocorridos à época do regime militar (1964-1985) na chamada Fazenda Vale do Rio Cristalino, conhecida como “Fazenda Volkswagen”, no município paraense de Santana do Araguaia.

A empresa nega as acusações. O procurador do trabalho Rafael Garcia, coordenador do grupo que investiga as denúncias, disse que a VW insistiu que não tem responsabilidade pelas violações ocorridas em sua propriedade.


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