Governo deve criar grupo para promoção à cultura da paz

Ministro da Educação Camilo Santana Misto Brasília
Ministro da Educação Camilo Santana promete melhorar a qualidade da educação/Arquivo/Divulgação
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Será assinado um ato que reúna representantes de vários ministérios e também agir na segurança de alunos nas escolas

Por Pedro Rafael Vilela – DF

O presidente Lula da Silva (PT) disse que vai assinar a criação de um grupo de trabalho interministerial para propor ações de promoção à cultura de paz e combate à violência na sociedade.



O anúncio foi feito pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Paulo Pimenta, em meio à consternação pelo ataque a uma creche, em Blumenau (SC), que resultou na morte de quatro crianças, na manhã desta quarta-feira (5).

“O presidente ficou muito consternado com o que aconteceu em Blumenau e está acompanhando passo a passo todo o desenrolar da situação”, afirmou Pimenta em conversa com jornalistas, no Palácio do Planalto.



Segundo ele, o grupo de trabalho será formado pelos ministérios da Educação, Justiça e Segurança Pública, Direitos Humanos e Cidadania e Secretaria-Geral da Presidência.

Há pouco, o ministro da Educação, Camilo Santana, reforçou a informação e disse que recursos devem ser alocados para as chamadas rondas escolares. Nesta quinta-feira (06), segundo o ministro, deve acontecer a primeira reunião ministerial.

O ministro da Justiça e Segurança, Flávio Dino, disse que deverá ser publicado em breve um edital para ajudar as rondas escolares nos estados e nos municípios. É para fortalecer o sistema de segurança,  inclusive com a participação das Guardas Municipais. Da mesma forma, serão monitoradas as dark web, que é uma internet onde ocorre muitas mensagens de incentivo à violência.



Durante a manhã, um homem de 25 anos de idade invadiu a creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau (SC), no Vale do Itajaí, matando quatro crianças ferindo pelo menos outras quatro. Uma quinta foi ferida em meio à correria.

A Polícia Civil informou que o autor do atentado foi preso após se entregar na central de plantão policial da região.

O atentando é o segundo em pouco mais de uma semana. No último dia 27 de março, a professora Elizabeth Tenreiro, 71 anos, morreu após ser esfaqueada na Escola Estadual Thomazia Montoro, no bairro Vila Sônia, em São Paulo. Um adolescente de 13 anos, responsável pelo ataque, foi apreendido.


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